Familiares autorizam doação de órgãos de Alice Ribeiro, repórter da Band Minas que teve morte encefálica confirmada após acidente na BR-381
Familiares autorizaram a doação de órgãos da repórter Alice Ribeiro, de 35 anos, que teve morte encefálica confirmada na noite desta quinta-feira, após ficar internada em estado grave devido a um acidente na BR-381, em Sabará (MG), na quarta-feira.
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A doação inclui rins, pâncreas, fígado e córneas, segundo informações da CNN. Ela estava no Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, em Belo Horizonte, desde o acidente na BR-381, em Sabará (MG), na quarta-feira. A morte encefálica foi confirmada após uma série de exames que concluíram um protocolo aberto pela manhã e apontaram a perda irreversível das funções cerebrais.
Alice integrava a equipe que produzia uma reportagem sobre a importância da duplicação da rodovia e a redução de acidentes no trecho quando o carro da emissora se envolveu em uma colisão com um caminhão. O repórter cinematográfico Rodrigo Lapa, de 49 anos, dirigia o veículo e morreu no local.
Quem era a repórter?
Com 15 anos de atuação no jornalismo, Alice havia retornado ao trabalho em dezembro, após licença-maternidade. Mãe de um menino com menos de um ano, ela se definia nas redes sociais como uma repórter que "gosta de gente".
Fora das reportagens, mantinha envolvimento com temas sociais. Alice administrava uma página dedicada à história do irmão, Bernardo Ribeiro, de 38 anos, que tem transtorno do espectro autista, voltada à inclusão e à visibilidade de pessoas no espectro.
Torcedora do Cruzeiro, conciliava a rotina do jornalismo com a maternidade recente, tendo retomado a carreira poucos meses após o nascimento do filho.
Alice Ribeiro: quem era repórter da Band Minas que teve morte encefálica confirmada após acidente na BR-381
Reprodução/Instagram
Alice foi socorrida logo após o acidente por um helicóptero do Corpo de Bombeiros, a aeronave Arcanjo, e levada ao hospital, onde permaneceu sob cuidados intensivos até a confirmação da morte encefálica.
Quem era o cinegrafista?
O portoalegrense Rodrigo Lapa, de 49 anos, era casado e tinha uma filha pequena. Nas redes sociais e em homenagens divulgadas por colegas, Rodrigo foi lembrado pelo bom humor, companheirismo e disposição para ajudar. Lapa havia voltado para a emissora em dezembro, depois de ter passado pela Band Minas entre os anos de 2022 e 2024.
Rodrigo Lapa, cinegrafista da Band, morto nesta quarta-feira
Reprodução | Instagram
O repórter cinematográfico dividia a rotina profissional com a palhaçaria. Homenagens divulgada pela emissora revelou que ele era palhaço de formação e dedicava parte do tempo livre a visitas em hospitais, com apresentações voltadas a crianças internadas. Há poucos dias, o cinegrafista participou do projeto “Garagens Periféricas”, iniciativa que transforma garagens residenciais em picadeiros de circo e espaços culturais em comunidades periféricas.
"Rodrigo transformava o mundo através da arte. Palhaço de formação, dedicava seu tempo a levar sorrisos a crianças hospitalizadas e, há poucos dias, brilhou no projeto Garagens Periféricas. (...) A Band Minas se solidariza com a família e amigos neste momento de dor, celebrando o legado de luz deixado por nosso colega", publicou a emissora.
O corpo de Rodrigo Lapa foi velado nesta quinta-feira no Cemitério do Bonfim, em Belo Horizonte, onde também ocorreu o sepultamento.
