Saiba quais limites de altura e peso precisam ser respeitados Levar bagagem no teto do carro pode liberar espaço no porta-malas durante as férias, mas exige conferir o suporte, o peso e as dimensões do conjunto.
Nesta situação ilustrativa, a família prende malas e uma caixa grande na parte superior do veículo sem verificar todos os limites. A organização da viagem precisa considerar as regras de transporte e as especificações dos fabricantes antes de colocar o carro na estrada.
A Resolução Contran nº 955/2022 estabelece que cargas transportadas na parte superior externa da carroceria devem ter altura máxima de 50 centímetros, já considerada a altura do bagageiro ou suporte. Suas dimensões também não podem ultrapassar o comprimento da carroceria nem a largura de sua parte superior.
Para malas e caixas, essas medidas precisam ser conferidas com o conjunto montado. Os 50 centímetros não são medidos a partir do chão.
Também não representam uma margem exclusiva para empilhar volumes acima do rack, pois o acessório entra na conta. A exceção prevista para bicicletas no teto não se estende automaticamente à caixa da família.
Chamar um volume de carga indivisível não cria uma dispensa geral desses limites. Não existe um peso único válido para qualquer automóvel ou bagageiro.
É necessário consultar a capacidade do teto durante a circulação, a do rack e a do acessório utilizado. O limite do carro precisa considerar também o peso dos equipamentos instalados, além das malas.
Para organizar essa conferência, a família deve verificar: A capacidade de carga no teto indicada no manual do veículo;
O peso do rack e do bagageiro vazio, quando utilizado; A capacidade máxima informada pelo fabricante de cada acessório;
O peso real das malas, da caixa e dos demais volumes; Os limites totais do veículo, incluindo passageiros e bagagem interna.
Uma amarração firme não corrige excesso de peso, dimensões inadequadas ou incompatibilidade do suporte. A montagem deve seguir as instruções do equipamento e as restrições do veículo.
Um rack que encaixa no carro não está automaticamente aprovado para qualquer carga. Se o fabricante proibir ou não recomendar sua instalação, essa condição precisa ser respeitada.
Dentro dos limites permitidos, a distribuição dos volumes também merece atenção. Concentrar o peso em um lado ou deixar uma caixa apoiada de maneira instável pode comprometer o conjunto.
Quando houver um bagageiro fechado, sua tampa deve encerrar completamente e os itens internos precisam ficar organizados conforme as instruções, sem forçar travas ou depender apenas da pressão do fechamento. A inspeção deve acontecer antes da saída e ser repetida nas paradas, sempre em local seguro.
Mudanças de posição, ruídos novos ou folgas exigem avaliação antes de continuar. O motorista também precisa considerar a altura total do carro carregado ao entrar em garagens e estacionamentos cobertos.
Uma lista de conferência ajuda a organizar os cuidados: O enquadramento depende da irregularidade encontrada.
Dimensões acima dos limites, amarração inadequada e queda de objetos possuem previsões próprias no CTB e na regulamentação. O artigo 231, inciso II, trata do derramamento, lançamento ou arraste da carga sobre a via, com infração gravíssima.
Não é necessário ocorrer uma colisão para existir infração. Se a bagagem não couber dentro dos limites, a família deve reduzir os volumes ou escolher outra solução compatível com o veículo.
Apertar mais as cintas não resolve uma caixa alta demais nem aumenta a capacidade do teto. A viagem pode começar depois da conferência das medidas, do peso e da estabilidade, com espaço suficiente para transportar os pertences sem comprometer a condução.
O Antogonista