Família de desembargador desaparecido há mais de três semanas, no Rio, fará missa na Tijuca e pede ajuda por pistas
A família do desembargador Alcides Martins Ribeiro Filho, desaparecido há mais de três semanas no Rio, irá realizar na próxima quarta-feira uma missa em homenagem ao magistrado na Paróquia Nossa Senhora da Conceição, na Tijuca, Zona Norte da cidade. A celebração, marcada para as 17h, acontece no 30º dia de desaparecimento do desembargador. Familiares e amigos aproveitam a mobilização em torno da cerimônia religiosa para reforçar o apelo por informações que possam ajudar a esclarecer o paradeiro do magistrado. Até o momento, não há informações públicas sobre o que teria acontecido com Alcides Martins.
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O desaparecimento do magistrado mobiliza o alto escalão do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) e é acompanhado de perto pela Polícia Civil do Rio. O caso foi revelado pelo colunista Lauro Jardim.
Família de desembargador desaparecido há mais de três semanas fará missa na Tijuca e pede ajuda por pistas
Reprodução
As investigações estão sob responsabilidade da Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) e correm sob sigilo. Segundo investigadores da especializada, o desaparecimento só foi comunicado oficialmente à polícia no dia 27 de abril, quase duas semanas após o sumiço do magistrado.
— A investigação está em andamento. Só fomos avisados em 27/04 sobre o desaparecimento. Ao longo da semana, novas diligências serão realizadas — informou a DDPA.
O magistrado foi visto pela última vez no dia 14 de abril. De acordo com as investigações, naquele dia ele sacou R$ 1 mil e embarcou em um táxi com destino à Vista Chinesa, tradicional mirante da cidade localizado na Floresta da Tijuca, no fim da tarde. Desde então, não houve mais notícias sobre seu paradeiro.
Nos bastidores do TRF-2, o caso é tratado com preocupação. O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do tribunal mantém reuniões semanais com os investigadores da Polícia Civil para acompanhar o andamento das apurações.
Em nota, o tribunal informou que "não há informações disponíveis sobre as investigações, que seguem sendo realizadas pela polícia. O procedimento está sob sigilo, mas o Gabinete de Segurança Institucional do TRF2 está mantendo contato com as autoridades policiais para informar à presidência do tribunal sobre quaisquer atualizações".
O TRF-2 também informou que presta apoio psicológico aos familiares do desembargador.
Até o momento, a Polícia Civil não divulgou detalhes sobre as diligências já realizadas nem informou quais linhas de investigação são consideradas prioritárias.
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