Falta de sistema de alerta contribuiu para acidente entre avião e caminhão em Nova York, aponta relatório

 

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Um relatório elaborado pelo Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB) e divulgado nesta quinta-feira (23), apontou falhas de comunicação que contribuíram para o acidente envolvendo um caminhão dos bombeiros e um avião da Air Canada no aeroporto de LaGuardia, em Nova York, no último dia 22 de março. A colisão deixou dois mortos, pilotos da companhia. Segundo o documento obtido pelo jornal The New York Times, se os caminhões que cruzavam a pista usassem transponders, um sistema de alerta automático avisaria o controlador de tráfego que os veículos estavam em rota de colisão.

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Os investigadores apontaram ainda que o controlador de tráfego aéreo, que permitiu que o caminhão cruzasse a pista, estava gerenciando simultaneamente aviões e veículos terrestres no momento da batida. Os bombeiros que dirigiam o caminhão que liderava o comboio para atender outra aeronave não entenderam imediatamente que as instruções transmitidas pelo rádio da torre de controle eram dirigidas a eles. A mensagem pedia para que eles parassem de circular.

Em maio de 2025, quase um ano antes do acidente, a Administração Federal de Aviação (FAA) recomendou formalmente que os aeroportos equipassem os veículos de emergência, como o caminhão de bombeiros, com transponders para evitar situações de colisão.

"O sistema não conseguiu identificar individualmente cada um dos sete veículos de resposta nem determinar com precisão suas posições ou trajetórias. Como resultado, o sistema não conseguiu correlacionar a trajetória do avião com a trajetória do Caminhão 1. Assim, o sistema não previu uma possível colisão com o avião que estava pousando”, diz um trecho do relatório.

Kathryn Garcia, diretora executiva da Autoridade Portuária de Nova York e Nova Jersey, que administra três aeroportos de Nova York, incluindo o LaGuardia, afirmou a jornalistas que ainda não fez nenhuma alteração dos equipamentos e que aguarda o relatório citado.

O documento de 15 páginas ainda é preliminar, segundo o jornal, e a investigação ainda pretende divulgar informações conclusivas sobre as causas do acidente.