Falso TSE: site cobra Pix de eleitores usando dados reais; veja o golpe

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Às vésperas das eleições, um site falso que imita o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tenta convencer eleitores de que há uma pendência em seus títulos, visando ganhar credibilidade ao usar dados pessoais reai como o nome completo e nome da mãe. Depois de informar o CPF, a página exibe uma suposta dívida e cobra R$ 47,90 via Pix, apresentando ameaças sobre o direito de votar e outras consequências caso o pagamento não seja feito. A estratégia combina informações verdadeiras com a sensação de urgência típica de golpes, levando muitas pessoas a agirem sem conferir se a cobrança é legítima. A seguir, veja como a fraude funciona, quais sinais ajudam a identificar o site falso e o que fazer caso você tenha realizado o pagamento. 🔎 Simulador de votação: treine a sequência de votos para 2026 📲 Comparador de celulares do TechTudo: como usar a ferramenta e economizar 🔎 Candidato criado por IA? Veja como identificar políticos falsos nas redes Golpe apresenta falsa pendência eleitoral e direciona vítima para pagamento via Pix, gerando prejuízo financeiro; entenda Reprodução/Brasil Escola 📝 Aplicativo Celular Seguro precisa estar logado para usar? Veja no fórum do TechTudo 🔎 É proibido votar usando óculos inteligentes nas Eleições 2026; entenda 🔎 Eleições 2026: como consultar o local de votação pelo e-Título? Índice Como funciona o golpe do falso TSE Como identificar o site falso O que fazer se você cair no golpe Como consultar a situação eleitoral com segurança

1. Como funciona o golpe do falso TSE Um site falso que imita o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está sendo usado para cobrar R$ 47,90 via Pix por uma suposta pendência eleitoral. A página, identificada pela empresa de segurança digital ESET, pede o CPF do eleitor e, depois, exibe informações pessoais como nome completo e nome da mãe; informações como número do título de eleitor, zona e seção são mascaradas. A plataforma leva o nome de "Consulta de Situação Eleitoral"; o uso de dados pessoais verdadeiros ajuda a transmitir credibilidade.

Site falso simula uma consulta de situação eleitoral Reprodução/Mariana Tralback Nos testes realizados pela ESET, todos os CPFs válidos inseridos no site apresentaram a mesma cobrança. A página informa que o título de eleitor estaria irregular e divide o valor em três supostos débitos: R$ 26 por ausência eleitoral, R$ 14,90 em encargos legais e administrativos e R$ 7 de taxa de regularização cadastral.

Página fraudulenta apresenta diferentes "débitos", como multa por ausência eleitoral e taxa de regularização cadastral Reprodução/Mariana Tralback O site ainda tenta pressionar o usuário a pagar rapidamente - o caráter de urgência está presente na maioria dos golpes. Entre os avisos exibidos estão o impedimento de participar das eleições, perda de acesso a programas e benefícios governamentais e restrições em serviços que exigem situação eleitoral regular. Após a consulta, a vítima é direcionada para uma página de pagamento que inclui QR Code, Pix "Copia e Cola" e uma mensagem de espera pela confirmação da transação.

Página disponibiliza duas opções para pagamento: QR Code e Pix "Copia e Cola" Reprodução/Mariana Tralback 2. Como identificar o site falso Um dos primeiros cuidados é conferir o endereço exibido no navegador. Os canais oficiais da Justiça Eleitoral utilizam o domínio "tse.jus.br". No caso analisado pela ESET, o site falso usava um endereço terminado em ".online", que não pertence ao TSE.

A cobrança também apresenta outros sinais de fraude. O usuário é informado sobre uma suposta irregularidade que não esperava encontrar, recebe ameaças de consequências caso não pague e é pressionado a quitar o valor imediatamente. Esse conjunto de fatores deve servir como alerta, principalmente quando a página não está em um domínio oficial.

Vítima se depara com ameaças caso não regularize o suposto débito, incluindo o impedimento ao voto Reprodução/Mariana Tralback Outro indício aparece no momento de confirmar o Pix. Segundo a análise da ESET, o pagamento direcionava o dinheiro para uma empresa com sede em Curitiba, não para o Tesouro Nacional. A empresa de segurança não conseguiu determinar se essa companhia tinha participação na fraude ou se aparecia apenas como intermediária do pagamento. O dado, porém, mostra com clareza que a cobrança não tem como destinatária a Justiça Eleitoral.

Os dados pessoais exibidos também não comprovam que a página seja legítima. Embora o site apresente nome completo e nome da mãe correspondentes aos dados reais dos CPFs testados, não existe uma confirmação de onde essas informações foram obtidas. Nenhuma evidência mostra que elas foram retiradas dos sistemas da Justiça Eleitoral.

Jonathan Ramos, pesquisador de segurança da ESET, explica que esse tipo de informação pode aumentar a confiança diante da situação fraudulenta. Segundo ele, “a exibição de dados pessoais verdadeiros pode fazer o eleitor acreditar que está em um serviço oficial. Ao combinar essas informações com ameaças de impedimento para votar, os criminosos criam uma sensação de urgência para induzir o pagamento sem que a vítima confira o endereço da página ou o destinatário do Pix”.

3. O que fazer se você cair no golpe Quem receber uma cobrança desse tipo não deve fazer o pagamento nem informar outros dados pessoais ao site. A consulta da situação eleitoral deve ser feita diretamente pelos canais oficiais da Justiça Eleitoral, como o aplicativo e-Título.

Se o Pix já tiver sido realizado, a recomendação é entrar em contato imediatamente com o banco pelos canais oficiais e informar que a transferência foi feita em decorrência de uma fraude. Também é importante solicitar a abertura do Mecanismo Especial de Devolução (MED), procedimento criado para tratar de casos de fraude, golpe ou crime envolvendo o Pix.

A vítima deve ainda registrar um boletim de ocorrência. É importante guardar comprovantes da transação, endereço do site, mensagens recebidas e outros registros que possam ajudar a documentar o golpe.

Outro cuidado é ficar atento a novas abordagens. Como a página utiliza informações pessoais verdadeiras para parecer legítima, criminosos podem tentar usar nome completo, nome da mãe ou outros dados em contatos posteriores.

4. Como consultar a situação eleitoral com segurança A situação do título de eleitor pode ser consultada gratuitamente pelos canais oficiais da Justiça Eleitoral: diretamente no site do TSE, clicando em "Situação eleitoral" na página inicial, ou pelo aplicativo e-Título, em "Mais Opções" e "Consultar Situação Eleitoral". O eleitor não precisa pagar para fazer essa consulta ou para utilizar os serviços eleitorais.

Existem, porém, multas eleitorais, como as relacionadas à ausência não justificada. Quando houver algum débito, a situação deve ser conferida pelos canais oficiais e o pagamento também precisa ser realizado por esses meios. Segundo a orientação do TSE, quando uma multa eleitoral é paga via Pix, o destinatário deve ser o Tesouro Nacional.

Por isso, antes de confirmar uma transferência, é importante conferir o nome e os dados do recebedor no aplicativo do banco. Se o pagamento estiver sendo solicitado por uma página desconhecida, principalmente com ameaças ou prazo para quitação imediata, o ideal é interromper o processo e fazer uma nova consulta diretamente nos canais oficiais.

Também é recomendável evitar links sobre situação eleitoral recebidos por mensagens, e-mails ou anúncios. Em vez de acessar o endereço indicado na mensagem, o eleitor pode abrir diretamente o site do TSE ou o e-Título e realizar a consulta com segurança.

Página oficial do TSE Reprodução/Mariana Tralback

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