Aridriano “Diamante” Carvalho e Paulo Henrique “PH” vão colocar frente a frente dois estilos voltados à finalização no Turris Invitational, marcado para 14 de novembro, na Upper Arena, no Rio de Janeiro. Faixas-pretas de Jiu-Jitsu e atletas de MMA, os dois se enfrentam em uma luta casada No Gi e chegam ao confronto com a mesma intenção de evitar uma disputa presa à pontuação. Representante da Nova União, Aridriano começou no Jiu-Jitsu aos 9 anos, em Manaus, e passou boa parte da formação competindo na modalidade. Aos 17, migrou para o MMA e permaneceu invicto durante dois anos na capital amazonense. A mudança para o Rio de Janeiro levou o atleta à equipe comandada por Dedé Pederneiras, responsável por graduá-lo à faixa-preta. Hoje, Diamante treina ao lado de nomes como José Aldo e encara no Turris um representante da equipe de Charles Oliveira. Para ele, porém, o nome do ex-campeão do UFC no córner adversário não interfere na preparação para o duelo. “Quando falam do meu adversário e citam o nome do Charles do Bronx, isso não me intimida. Até porque quem vai estar lutando comigo é o Paulo. Então, para mim, isso não muda absolutamente nada. Sou manauara e estamos na minha área. Não temo nomes”, afirmou. PH também chegou ao MMA depois de iniciar a trajetória no Jiu-Jitsu. Atleta da Charles Oliveira Gold Team, começou na arte suave aos 11 anos e passou a treinar MMA aos 13. Profissional desde os 18, acumulou dez vitórias consecutivas entre 2021 e 2025 e soma dez triunfos por finalização na carreira. Uma das lutas que marcaram sua trajetória recente foi contra Hugo Paiva, no LFA 209. PH venceu por decisão dividida após um confronto equilibrado e, posteriormente, participou do Contender Series, evento que seleciona atletas para o UFC. Agora, de volta a uma disputa exclusivamente de grappling, pretende usar a experiência adquirida nas duas modalidades para buscar a finalização. “Não sou esse cara que vocês vão ver enchendo linguiça. Podem esperar de mim um show. Não vou lutar para vencer por pontos, vou entrar para buscar a finalização. Pode ter certeza que no dia 14 de novembro estarei no Rio de Janeiro pronto para sair na porrada”, disse PH. Diamante projeta uma estratégia semelhante. O faixa-preta da Nova União pretende manter pressão e volume de ataques durante o confronto, sem administrar o resultado pela pontuação. “Meu jogo é um só: entrar para finalizar e não amarrar a luta. Meu adversário pode esperar bastante ritmo, pressão e ataques o tempo todo, em todas as áreas. Qualquer brecha que ele der, eu vou tentar finalizar”, afirmou Aridriano. A primeira edição do Turris Invitational terá lutas casadas com e sem kimono, além de disputas nas categorias Kids, juvenil, adulto e master. O evento também contará com um GP No Gi para atletas do juvenil e adulto, com R$ 5 mil em premiação. O campeão receberá R$ 3 mil, o segundo colocado ficará com R$ 1,5 mil e o terceiro receberá R$ 500.
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Faixas-pretas de jiu-jitsu colocam estilos ofensivos frente a frente no Turris Invitational
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