Faixa preta de karatê e jiu-jitsu, Vinicio Antony lança livro provocador sobre colesterol

 

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Mestre 7º Dan em Karate, 5º Dan em Jiu-Jitsu, ex-treinador de campeões do UFC como Vitor Belfort e Lyoto Machida, especialista em performance humana e autor do best-seller *Black Belt Mind – Os Segredos da Mente Faixa Preta*, Vinicio Antony lança, no fim de abril, seu terceiro livro, “Seu colesterol que se foda”. A obra chega com uma proposta direta e provocadora ao questionar conceitos amplamente difundidos pela medicina contemporânea. Segundo o autor, a motivação para escrever o livro surgiu a partir de sua própria experiência e de anos de investigação sobre o tema.

“Primeiro o fato de eu ter um colesterol astronômico há décadas e de não ter desenvolvido nenhum tipo de cardiopatia. E segundo, o fato de absolutamente não haver na literatura acadêmica e científica qualquer estudo, não patrocinado por algum agente de interesse, que correlacione os níveis de colesterol com doença cardiovascular. Isso é defendido há décadas pela medicina francesa, um dos países com menor incidência de doenças cardíacas e, paradoxalmente, com um dos maiores consumos de gordura no mundo”, afirma.

Na obra, Antony vai além e sustenta que o colesterol foi transformado em um problema de saúde por interesses econômicos. “Isso motivou décadas de pesquisa sobre o tema para buscar o entendimento mais profundo sobre uma pseudo patologia criada com objetivo fundamental do lucro da indústria farmacêutica. Obviamente, além da indústria farmacêutica, a indústria alimentícia e as sociedades médicas lucram direta e indiretamente, com o medo estabelecido por uma narrativa sem real fundamentação”, dispara.

O autor também critica a forma como a medicina moderna passou a se basear prioritariamente em exames laboratoriais. Para ele, houve uma mudança no papel do médico ao longo do tempo. “A padronização da medicina, como uma forma de perpetuar doenças através da venda de recorrência, fez com que os médicos fossem adestrados não mais para analisar seus pacientes, entender quais os fatores originaram suas doenças e como curá-las, mas sim para medicá-las de forma a minimizar seus efeitos e ao mesmo tempo criar um consumidor fiel, desprezando cada vez mais a análise clínica em detrimento de números da análise bioquímica”, avalia.

Da análise clínica aos números

Com experiência no alto rendimento e atuação junto a atletas e forças militares, Antony reforça que os números isolados não devem ser tratados como diagnóstico. “Em inúmeros casos que descrevo no livro, especificamente no caso do colesterol, ele por si só não é uma doença e por isso não deve ser tratado como tal. Os números de um colesterol ideal foram adulterados e manipulados durante décadas para incentivar a venda de medicações carregadas de efeitos colaterais, com o único objetivo de diminuir um número que se apresenta no exame do paciente”, afirma.

Sua vivência no esporte de alto rendimento também molda sua visão sobre saúde e longevidade. “Há uma cultura de que quanto maior o condicionamento físico, maior é a saúde. Mas existe um limiar onde a saúde e a alta performance se separam. Condicionamento físico alto e treinamento de alta intensidade estão, muitas vezes, na contramão da saúde e da qualidade de vida”, explica.

Apesar do tom crítico, Antony ressalta que o objetivo do livro não é incentivar negligência com a saúde, mas provocar uma mudança de mentalidade. “O objetivo deste livro é exatamente o oposto. É chamar atenção para o que realmente importa em termos de saúde, qualidade de vida e longevidade. Trazer consciência para aquilo que se come, como você trata o seu corpo e a sua mente e como você planeja o seu envelhecimento, mas jamais se deixar levar pelo que diz um número no papel”, afirma.

Ao final, ele reforça que a proposta é estimular autonomia e responsabilidade individual. “A ideia central é realmente disruptiva no sentido de não aceitar a padronização da medicina pasteurizada, mas jamais de negligenciar cuidados realmente necessários. O que eu espero é que as pessoas repensem seu estilo de vida, a alimentação, ressignifique a atividade física, entendam a importância de um sono reparador e de atitudes positivas para a construção de uma vida produtiva, saudável e de um envelhecimento com dignidade e autonomia”, conclui.