Fachin pede 'resiliência' de magistrados' e fala em 'ressignificação' do papel do Judiciário

 

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O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, afirmou nesta segunda que magistrados tem de ser "resilientes" ante "incompreensões e ataques" às atividades e prerrogativas da classe. Segundo o ministro, vive-se um momento de "tensão permanente" e é necessário que a Justiça "ressignifique seu papel".

"Defender as instituições sem idolatrá-las, produzir confiança pública, longe do cinismo ou da ingenuidade. É possível, simultaneamente, criticar as instituições para aperfeiçoá-las e preservá-las como patrimônio civilizatório", afirmou, durante reunião preparatória para o encontro nacional do Poder Judiciário.

Fachin falando em "resiliência" ao se dirigir diretamente à magistratura, pregando "serenidade, firmeza e sabedoria". Citando o escritor Machado de Assis, Fachin falou em "merecimento de honras" e defendeu que a legitimidade do Judiciário depende do "merecimento cotidiano da confiança pública".

As ponderações se deram após Fachin indicar que vive-se um momento de "constante problematização". Ainda de acordo com o ministro, tal período é marcado por "sintomas", entre eles o "cálculo e a ambição". Nesse contexto, defendeu a "ressignificação" do papel da magistratura.

Com a manifestação, Fachin reitera falas anteriores sobre o aperfeiçoamento do Judiciário. Em meio a momento turbulento para o STF, o ministro defende a edição de um código de ética, o qual enfrenta resistências de uma ala da Corte.