Fachin, do STF, diz que Brasil não precisa de tutor estrangeiro e que ‘eleitos serão diplomados’

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Fonte da notícia: Valor Valor

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, disse neste domingo (4), no primeiro turno das eleições, que a democracia brasileira não se submete a interesses estrangeiros. A declaração ocorre depois de reportagem do jornal The Guardian, que aponta um suposto aporte de U$S 1 milhão do governo dos Estados Unidos para financiar a atuação de organizações em solo brasileiro contra o STF. A declaração vem também enquanto aumentam rumores de interesse dos EUA nas eleições brasileiras.

“O Brasil não precisa de tutor e a democracia brasileira não precisa ser tutelada por interferência estrangeira. O exercício do voto será inteiramente respeitado e os eleitos serão diplomados, como tem feito a Justiça Eleitoral, a qual presta um relevante serviço ao povo brasileiro”, afirmou, sem citar os EUA, em mensagem enviada ao Valor.

Na quinta-feira (1º), a Advocacia-Geral da União (AGU) pediu que a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) investiguem o suposto aporte dos EUA. “A informação é especialmente grave diante do processo eleitoral brasileiro em curso e dos episódios recentes de pressão externa sobre as instituições brasileiras, conforme amplamente noticiado, o que inclui a aplicação de sanções a autoridades nacionais”, diz a AGU nos pedidos.

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O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, disse neste domingo que abriu uma apuração para apurar a suposta interferência dos EUA. Segundo ele, a solicitação da AGU foi encaminhada para a Diretoria de Inteligência para que a investigação seja iniciada.

Segundo a reportagem, o governo de Donald Trump teria utilizado recursos destinados aos direitos humanos para promover agendas de extrema-direita no exterior. O Brasil seria um dos alvos da ação. A finalidade seria alavancar projetos destinados a contestar a atuação do STF.

O projeto teria sido batizado de “Countering Lawfare and Censorship in Brazil” (Combate à Litigância e à Censura no Brasil, em tradução livre), prevê apoio a grupos que se opõem ao que a iniciativa classifica como “excesso judicial” e “censura” por parte do Supremo. O jornal não informa quais organizações brasileiras receberam os recursos.

O ministro Edson Fachin, presidente do STF Brenno Carvalho/Agência O Globo

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