Fachin almoça com ministros do STF antes de retomada do julgamento que vai definir regras para big techs

Fachin almoça com ministros do STF antes de retomada do julgamento que vai definir regras para big techs

Fonte: Bandeira



O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, convocou um almoço com todos os ministros da Corte antes da retomada do julgamento que vai definir novas regras para o funcionamento das plataformas digitais no Brasil. A sessão do STF está marcada para logo mais, às duas da tarde.

Segundo fontes do Supremo, a ideia é tentar construir um consenso entre os ministros sobre os pontos que ainda dividem a Corte.

O julgamento analisa recursos apresentados pelas plataformas digitais contra decisões que ampliam a responsabilidade das empresas pelos conteúdos publicados por usuários na internet.

Na sessão de hoje, o relator do caso, ministro Dias Toffoli, deve apresentar a chamada tese jurídica, que vai reunir as regras que deverão ser seguidas pelas plataformas.

Na semana passada, o Supremo formou maioria para determinar que as empresas tenham até 60 dias para adotar medidas de proteção aos usuários.

Entre elas está o chamado dever de cuidado, que obriga as plataformas a criar mecanismos para reduzir conteúdos ilegais e disponibilizar canais para denúncias e pedidos de remoção.

Apesar da maioria já formada, ainda existem divergências entre os ministros.

Os principais pontos de discussão envolvem quais empresas serão atingidas pelas novas regras, quando elas passarão a valer e quais situações ainda dependerão de decisão da Justiça para a retirada de conteúdos.

Também está em debate se plataformas consideradas mais neutras, como a Wikipédia, por exemplo, terão tratamento diferente das redes sociais que impulsionam e recomendam conteúdos aos usuários.

A expectativa é que o almoço convocado por Edson Fachin ajude a aproximar os entendimentos e facilite a conclusão do julgamento. A decisão do Supremo terá efeito em todo o país e deverá ser seguida por juízes e tribunais até que o Congresso aprove uma legislação específica sobre o tema.