Fabiana Karla fala de 'A nobreza do amor', do processo de emagrecimento após os 50 anos e dos filhos
Fabiana Karla está de volta ao ar na Globo como Graça Bonafé em "A nobreza do amor". A atriz diz que não vê a personagem como uma vilã clássica, mas como alguém que se perde na ambição e na vilania. Ela é casada com Casemiro (Cássio Gabus Mendes), com quem tem os filhos Mirinho (Nicolas Prattes) e Ana Maria (Julia Lemos).
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— Graça é uma mãe superprotetora e leoa, mas, ao mesmo tempo, quer ascensão social e é muito ambiciosa. Ela usa o Mirinho como uma ferramenta para alcançar esse objetivo e se aproxima muito mais dele. Faz de tudo para que o filho se case com a VirgÃnia e continue essa ascensão social.
Pernambucana, a atriz comenta que a produção é uma oportunidade de revisitar as suas raÃzes:
— Esta novela não traz apenas a representatividade preta. A representatividade nordestina está gritando. Me sinto em casa. É uma personagem que me permite falar com o meu sotaque. Estou na fase mais nordestina da minha vida.
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Fabiana exalta o trabalho da figurinista Marie Salles e do visagista Auri Mota:
— Há detalhes superimportantes. Ao olhar para a Graça, já sabemos quem é ela. Essa construção que a Marie trouxe é muito rica. Ela é uma mistura de Ariel com Úrsula (personagens de "A pequena sereia").
A atriz, que está com 50 anos, perdeu cerca de 15 quilos recentemente. Além de cuidar da saúde, o objetivo do emagrecimento, conta, foi alcançar o que chama de "performance de vida":
— Só penso nessa expressão. Quero viver muito. Busquei a saúde. Sou uma mulher obesa e tenho uma doença crônica e recorrente. Conto com a ciência e estratégias que possam controlar minha glicose e glicemia, que são altas. Tenho uma famÃlia de pré-diabéticos e uma herança genética que me sabota bastante.
Ela confessa conviver com o medo do efeito sanfona, o ciclo repetitivo de perda e reganho de peso:
— Este é só o começo, mas não há nada definitivo. É um esforço muito grande. Levo marmita para o estúdio durante as gravações e preciso furtar o meu corpo de certas coisas. É muita disciplina. O açúcar come o meu juÃzo.
Ela acrescenta que o seu autocuidado engloba a saúde mental, sobretudo após descobrir ser uma pessoa com TDAH.
— Descobri o TDAH de forma tardia, e isso me conturbou muito. Não me concentrava em nada. Para viver com leveza e qualidade de vida, tive que mexer em todas as áreas. Não quero voltar aos 28 anos. A maturidade e os acessos fazem a minha vida muito feliz hoje.
Mãe de Samuel Petroti (26), Laura Petroti (27) e Beatriz Rossetti (28), Fabiana avalia a decisão profissional dos filhos, que dão os primeiros passos na carreira artÃstica:
— Sou uma mãe que acredita em testes. Tiro a culpa de acharem que meus filhos serão tratados como nepo babies. Não serão. Eles têm que fazer testes para cada função. Não sou eu que decido. Não vou mentir: se necessário, peço a oportunidade, mas eles têm que provar que são capazes.
Há duas décadas, quando buscou oportunidades de trabalho no Rio de Janeiro, Fabiana precisou deixá-los, ainda crianças, sob os cuidados de diferentes parentes no Recife. Ela recorda que as ausências pela distância e pela rotina geraram dores que precisaram ser ressignificadas:
— Essa proximidade nunca se perdeu porque dei um jeito de me fazer presente, mas a dor era gigantesca. Já tratei muito isso. Há coisas que não voltam, mas reconstruÃmos esses laços muito bem. O diálogo fez com que a gente sempre se unisse. É uma ferramenta muito potente para a minha famÃlia.
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Reprodução/Instagram
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