EXTRA lança especial sobre seguros com dicas para fechar um plano sem doer no bolso

 

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O mercado segurador representa atualmente 6% do Produto Interno Bruto (PIB) no Brasil. E para chegar a 10% em 2030, o lema é: “Seguro de tudo para todos”. O caminho vem sendo trilhado, segundo Thiago Ayres, superintendente de Estudos e Projetos da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg):

— O setor está crescendo bem acima da inflação. Com exceção dos planos de previdência aberta, que ganharam novas regras de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) no ano passado, a demanda do setor seguiu forte, com projeção de fechar 2025 em cerca de 8% de aumento na arrecadação. Para 2026, isso deve se repetir.

O resultado também é influenciado pela diminuição do desemprego e pelo aumento da renda. Ainda contribuem os eventos dos últimos anos, como a pandemia do coronavírus, em 2020, e as enchentes no Rio Grande do Sul, em 2024 — que alavancaram a consciência sobre o risco, historicamente baixa no Brasil.

No país, os microsseguros têm ganhado força. Pesquisa do EXTRA encontrou planos a partir de R$ 6,90 até R$ 29,99. Mas um dos produtos com maior adesão segue sendo o de automóveis. No entanto, apenas 30% da frota têm seguro.

— Todo mundo conhece alguém que teve o carro roubado ou deu uma batida, e a seguradora ressarciu o prejuízo. Então, isso facilita à população tangenciabilizar o retorno — explica Ayres.

Ainda assim, para expandir a arrecadação do setor, será necessário diversificar produtos, com apólices mais baratas. Os microsseguros também aparecem em outros nichos, da cobertura para celulares à proteção do Pix, a fim de atingir classes sociais ainda pouco aderentes. E fazem parte da estratégia das seguradoras as pessoas jurídicas, incluindo MEIs e prestadores de servidores das empresas.

Nesta reportagem especial, o EXTRA traz informações para o leitor que quer se proteger de riscos, sem prejudicar o próprio orçamento.

— O seguro tem que fazer sentido economicamente. E um cuidado necessário é não se distrair e fazer mais de um seguro para o mesmo bem. É comum acontecer — alerta o professor de Direito da Fundação Getulio Vargas (FGV) Gustavo Kloh.

O especialista acrescenta:

— A pessoa tem que estar atenta se o que ela está contratando é verdadeiramente um seguro. Por exemplo, o sistema de proteção veicular não é seguro. Também é importante fazer consultas a várias seguradoras antes de contratar um produto, pois a política de preços e a lista de coberturas são diferentes. Não adianta pegar um seguro de carro que não cobre furto e roubo no Rio, pois o contrato tem que lhe amparar nos riscos que você corre.

Orientações

Verifique sempre três quesitos

Antes de fechar um negócio, os consumidores devem verificar alguns pontos:

A autorização da seguradora, o que pode ser feito pelo site https://www.gov.br/pt-br/servicos/consultar-entidades-licenciadas-pela-susep;

O cadastro do corretor de seguros, se for o caso, em https://www2.susep.gov.br/safe/Corretores/pesquisa;

o Registro das Condições Contratuais do seguro ofertado, a partir do número de Processo Susep do produto, no endereço https://www.gov.br/pt-br/servicos/consultar-produtos-susep.

Confira a reputação

A Susep publica em seu site um ranking de reclamações segmentado por tipo de seguro, permitindo comparar seguradoras que atuam no mesmo ramo. Confira em https://www.gov.br/susep/pt-br/central-de-conteudos/central-de-paineis/painel-susepcon.

Outra fonte importante é a plataforma Consumidor.gov.br, administrada pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça, onde são listadas as avaliações de vários consumidores no que diz respeito ao atendimento dado às suas reclamações por parte das seguradoras