Exposição na Europa exibe Williams pilotada por Ayrton Senna em 1994 e modelo de peça que provocou acidente fatal

 

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Imagine ver de perto a verdadeira Lotus com a qual Ayrton Senna venceu pela primeira vez na Fórmula 1? E o modelo com o qual o tricampeão conquistou sua primeira de suas seis vitórias no GP de Mônaco? Estes e outros carros pilotados pela lenda brasileira nos anos 80 e 90 podem ser visitados na “Ayrton Senna Forever”, uma exposição que é aberta ao público no recém-inaugurado Centro de Convenções Gridx, em Luxemburgo, um pequeno país que tem fronteiras com Alemanha, Bélgica e França.

Na capital de Luxemburgo, esta homenagem imersiva apresenta não só carros que foram guiados por Ayrton na Fórmula 1, mas itens usados pelo tricampeão (1988/90/91) e outros tantos objetos que fazem referência ao brasileiro, morto depois de um acidente na Curva Tamburello, no autódromo de Ímola, durante a disputa do GP de San Marino de 1994.

Dos cinco carros de Fórmula 1 desta exposição, apenas um não foi guiado pelo brasileiro: a McLaren-Honda MP4/6 da temporada de 1991, ano que o Ayrton conquistou seu terceiro título mundial.

— Todos os carros que estão aqui são originais, exceto o MP4/6 da McLaren. O original foi recentemente vendido e tivemos de substituí-lo por outro modelo igual, mas que não foi pilotado pelo Senna — revelou Alex Jacoby, gerente da Galeria 610 do Centro de Convenções Gridx, onde foi montada esta exposição.

O modelo da McLaren de 1991, citado por Alex Jacoby, foi adesivado para ficar com a identidade visual que Ayrton Senna usou naquela temporada, quando conquistou seu terceiro título mundial.

Os outros quatro carros de Fórmula 1 desta exposição foram guiados por Ayrton Senna em diferentes épocas de sua carreira e ajudaram a lapidar a genialidade do brasileiro.

Macacões usados por Ayrton Senna na Fórmula 1 em exibição em Luxemburgo

Márcio Arruda

Os visitantes podem admirar duas das três Lotus que Senna guiou na F1. O modelo 97T, equipado com motor Renault, ajudou o brasileiro a conquistar sua primeira vitória na categoria, no GP de Portugal de 1985. As cores preta e dourada atraem olhares de todos que passam por ali.

A outra é a Lotus 99T, da vitória de Ayrton no GP de Mônaco de 1987; foi o primeiro triunfo de um carro de F1 equipado com suspensão ativa, tecnologia que ficou mundialmente conhecida em 1992, ano que a Williams dominou a categoria.

Há também o Toleman-Hart TG184, pilotado pelo brasileiro no ano de sua estreia na F1. Com este modelo, Ayrton conquistou três pódios em 1984: dois terceiros lugares em Brands Hatch (Inglaterra) e no Estoril (Portugal), e uma segunda colocação nas ruas encharcadas de Monte Carlo.

Exposição reúne carros e itens de Ayrton Senna em Luxemburgo

Márcio Arruda

Peça de acidente fatal

O último modelo guiado por Ayrton Senna na F1, o Williams-Renault FW16 de 1994, também está na exposição. O carro, que não foi o pilotado pelo brasileiro em Ímola, está em um pedestal ao lado de uma barra de direção fabricada pela Williams, peça que causou o acidente do brasileiro no GP de San Marino daquele ano.

Williams pilotada por Ayrton Senna em 1994 também é exposta em exibição em Luxemburgo

Márcio Arruda

Durante este mergulho na carreira do Senna, os visitantes podem apreciar dois dos karts que disputaram campeonatos mundiais. O Fórmula Ford 2000 que ajudou Ayrton a ser campeão em 1982 também está exposto.

Além dos carros de F1 e de outras categorias, esta exposição apresenta capacetes de diferentes épocas, todos usados pelo brasileiro. Também há um espaço com macacões que ele vestiu em diversas temporadas e com algumas raridades, como o usado por ele no campeonato mundial de kart de 1979, quando foi vice-campeão. Há também o modelo vestido por Ayrton em testes particulares da Lotus no Estoril, em 1987.

O relógio perdido

Pares de luvas e sapatilhas de 1985 e de 1994 também podem ser vistos pelos visitantes, assim como bonés, balaclavas e garrafas de champanhe.

Um fato raro e quase esquecido pela história. O motor Lamborghini V12, testado pelo Senna na McLaren MP4/8B no Estoril, em setembro de 1993, está num display para ser observado.

Relógio esquecido por Ayrton Senna

Márcio Arruda

Um dos itens que também chama a atenção – esse realmente foi esquecido; não pela história, mas pelo Ayrton! – é um relógio de pulso usado pelo tricampeão.

— Temos um monte de coisas interessantes, como um relógio TAG Heuer que ele esqueceu num hotel na Itália. A peça está aqui em nosso pequeno museu — revelou Jacoby.

Este relógio foi deixado para trás por Ayrton em 1991 no Hotel Castello, localizado em Castel San Pietro Terme, que era o local onde o brasileiro costumava ficar hospedado nas semanas do Grande Prêmio de San Marino, que nos últimos anos mudou de nome para GP da Emília Romagna.

A galeria exibe também camisas sociais da McLaren de anos diferentes e autografadas por Senna. O espaço também inclui três telões, que exibem momentos marcantes do ícone brasileiro na Fórmula 1.

A exposição “Ayrton Senna Forever” recebe o público até o próximo dia 10 de maio.

— Esta é a primeira exposição que fazemos neste espaço, que é nosso museu. Queríamos começar com algo grandioso e muito especial. Escolhemos o Ayrton Senna porque é uma lenda e muita gente adora o brasileiro. Então, era algo que queríamos organizar. É uma grande honra ter esta exposição aqui — afirmou Jacoby.