Exposição “Memórias em Detalhes” recria casarões históricos de Vigia
A exposição “Memórias em Detalhes”, do artista plástico autodidata Moisés Guedhes, celebra a memória arquitetônica de Vigia com 12 maquetes de casarões históricos. A mostra será aberta ao público no próximo sábado, 23 de maio, às 19h, na Galeria Mestre Sarito Barata, localizada no Museu da Cidade de Vigia, com entrada gratuita.
Natural de Vigia, Moisés Guedhes tem mais de 20 anos de atuação como escultor, pintor e artesão. Para criar as miniaturas, o artista utilizou fotografias antigas e relatos de moradores, reconstruindo edificações que marcaram a história local e a identidade cultural vigiense.
Processo de criação e objetivo
O artista destaca a importância de seu trabalho para a preservação cultural. “Cada maquete carrega uma lembrança da cidade e das pessoas que viveram nesses espaços”, afirma Guedhes. “Meu objetivo foi preservar essas memórias por meio da arte, para que as novas gerações também possam conhecer essa história.”
As miniaturas reproduzem fielmente características da arquitetura colonial presente em Vigia, ressaltando elementos que compõem o patrimônio histórico municipal. O projeto também levanta uma reflexão sobre a preservação desses imóveis, frequentemente afetados pelo abandono ou demolição.
Moisés Guedhes enfatiza que a exposição surge da urgência em registrar a memória urbana da cidade antes de seu desaparecimento completo. “Muitos desses casarões já não existem mais", declara o artista. "Então, transformar essas construções em miniaturas foi uma forma de manter viva a identidade cultural de Vigia e valorizar nossa história.”
Financiamento e apoio
O projeto foi selecionado pelo edital LAB Pará 2025 — Edital de Fomento, na categoria Artesanato, vinculado à Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). A iniciativa conta com financiamento do Ministério da Cultura, do Governo do Estado do Pará e da Fundação Cultural do Estado do Pará (FCP). A produção e gestão cultural são de Johnatan Ryder.
Atividades e acessibilidade
Além da mostra das maquetes, o projeto inclui visitas guiadas para estudantes da rede pública e a distribuição de materiais educativos sobre preservação patrimonial. Ações de acessibilidade também serão oferecidas, como interpretação em Libras, placas em braille e audiodescrição por QR Code.
A organização prevê receber cerca de 600 visitantes durante o período expositivo. Ao final do projeto, todas as obras serão incorporadas ao acervo do Museu da Cidade de Vigia, garantindo que a mostra permaneça disponível para futuras atividades culturais e educativas.
A exposição permanecerá aberta ao público durante o mês de outubro, reforçando o papel da arte na preservação da memória e na valorização do patrimônio histórico paraense.
