Exportações para os EUA caem 16,7% até abril, mas vendas do Brasil para o exterior sobem

 

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As exportações do Brasil para os Estados Unidos caíram 16,7% entre janeiro e abril deste ano na comparação com os primeiros quatro meses de 2025, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). As vendas para o exterior, por outro lado, aumentaram 9,2% até abril.

No acumulado até abril , as importações do Brasil de produtos e serviços americanos também registraram queda, de 13,0% e totalizaram US$ 12,27 bilhões. Dessa forma, neste período, a balança comercial com os Estados Unidos registrou déficit de US$ 1,36 bilhões e a corrente de comércio (soma das exportações e importações) diminuiu 14,8% chegando a US$ 23,17 bilhões.

Segundo Herlon Alves Brandão, diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do MDIC, desde agosto do ano passado são registradas quedas nas exportações mensais dos Estados Unidos.

A queda acontece em meio a uma busca de diversificação de parceiros comerciais pelo Brasil, desde que os Estados Unidos impuseram tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros no ano passado. A Suprema Corte americana derrubou os efeitos do tarifaço em fevereiro. Agora, permanece uma alíquota global de 10%.

Na soma com todos os países, a balança comericla brasileira teve um superávit de US$ 24,7 bilhões até abril, com crescimento de 43,5%. A corrente de comércio registrou aumento de 6,1%, atingindo US$ 208,3 bilhões.

As exportações aumentaram principalmente para China, que registrou um aumento de 25,4% neste primeiro trimestre, se consolidando o principal parceiro comercial do Brasil.

Em abril, a balança comercial registrou superávit de US$ 10,53 bilhões, uma alta de 37,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Este é melhor resultado para o mês na série histórica iniciada em 1989. No período, o país exportou US$ 31,1 bilhões e importou US$ 23,6 bilhões.

As principais mercadorias exportadas pelo Brasil ao exterior seguiram sendo produtos como soja, oléos de petróleo e minerais:

Soja: US$ 6,96 bilhões, com aumento de 18,8%

Óleos brutos de petróleo: US$ 4,79 bilhões, com alta de 10,6%

Minério de ferro: US$ 2,46 bilhões, com aumento de 19,5%

Carne bovina: US$ 1,57 bilhão, com crescimento de 29,4%

Óleos combustíveis: US$ 1,17 bilhão, com alta de 19,1%

Café não torrado: US$ 1,07 bilhão, com queda de 14,2%