O Brasil exportou 383 mil toneladas de aço ao longo do mês de julho.
O montante representa ampliação de 9,8% ante o verificado em junho, mas redução de 2,6% frente ao reportado no sétimo mês do ano passado.
Os dados são do Instituto Aço Brasil.
De acordo com a instituição, o país produziu 2,8 milhões de toneladas de aço bruto no mês passado, um volume praticamente estável na comparação com igual mês de 2025, com uma variação positiva de apenas 0,1%.
Na comparação com junho, porém, houve recuo de 1,3%.
As importações, porém, caíram nas duas bases de comparação: foram 383 mil toneladas em julho, quedas mensal de 19,9% e anual de 37,8%, influenciadas pela ampliação de medidas antidumping do governo brasileiro nos primeiros meses do ano.
As vendas internas ficaram em 1,9 milhão de toneladas, estáveis na comparação anual.
Já em relação ao mês de junho, houve alta de 4,1%.
O consumo aparente somou 2,2 milhões de toneladas de aço, redução anual de 4,7%.
Frente ao mês de junho, houve expansão de 2,6%.
De acordo com o superintendente da instituição, Marcelo de Ávila, no acumulado do ano, a produção de aço bruto recuou 1,2%, as exportações avançaram 2,4% e as importações recuaram 20,3%, todos na comparação com igual período de 2025.
As vendas internas ficaram estáveis no mesmo período, enquanto o consumo aparente recuou 5%, na mesma base de comparação.
Na ocasião, o Aço Brasil divulgou o Índice de Confiança da Indústria do Aço (Icia) referente ao mês de agosto.
Segundo a instituição, o indicador recuou 2,6 pontos frente ao mês anterior e atingiu 43 pontos, acumulando a terceira retração seguida da confiança dos CEOs da indústria do aço.
“Como ocorreu em julho, a queda do Icia em agosto se deu principalmente pela diminuição das expectativas em relação ao futuro, visto que o indicador de situação atual aumentou em relação ao mês anterior”, completou Ávila.
