Exército prende três militares condenados pelo STF em processo da trama golpista
O Exército prendeu, nesta sexta-feira, três militares condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por integrarem o núcleo 4 da trama golpista, que visava impedir a posse do então presidente eleito Luís Inácio Lula da Silva e manter no poder o ex-presidente Jair Bolsonaro. O núcleo em questão atuou na disseminação de desinformação em prol da organização que tentou um golpe de Estado.
Foram detidos o major da reserva Ângelo Denicoli, o subtenente Reginaldo Abreu e o tenente-coronel Guilherme Almeida. Denicoli está preso em Vila Velha, enquanto Abreu e Almeida estão custodiados em Brasília.
As penas definidas foram de 17 anos de prisão para Ângelo Denicoli; 15 anos e seis meses para Reginaldo Abreu; e 13 anos e seis meses para Guilherme Almeida.
Na ocasião, a Primeira Turma condenou, ao todo, sete integrantes do grupo, apontado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) como responsável pela estratégia de desinformação da organização. O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, foi acompanhado pelos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino, formando maioria. O ministro Luiz Fux divergiu e votou pela absolvição dos réus.
Segundo a acusação, os integrantes do núcleo atuaram na fabricação e disseminação de “narrativas falsas contra o processo eleitoral, os Poderes constitucionais e as autoridades que os representam”. Eles também promoveram ataques virtuais com o objetivo de pressionar os comandantes das Forças Armadas a aderir ao plano de ruptura institucional.
Durante o julgamento, os três militares presos nesta sexta-feira negaram envolvimento com qualquer plano de golpe.
