Exército planeja tropas para 'guerras do futuro'; Pará deve ter 'elevado grau' de prontidão
Com um ambiente internacional cada vez mais composto por conflitos, o Exército Brasileiro se planeja nacionalmente a fim de estar pronto para possíveis ameaças de outros países ao Brasil em guerras futuras. Para isso, uma portaria assinada pelo comandante Tomás Paiva aprovou formalmente a política de transformação da força terrestre, que indica informações de como o grupo está se preparando para eventuais crises.
Tal documento sugere mudanças no desenho institucional, nas capacidades, na doutrina e na formação dos militares, com o intuito de que pelo menos 20% das brigadas presentes no país estejam a postos para qualquer dificuldade na segurança da população. Uma dessas tropas que receberão mais formações e preparação é a Brigada de Infantaria de Selva, que fica localizada na cidade de Marabá, no Pará.
"A efetividade no combate está diretamente associada à superioridade de informações, à letalidade, à sustentação, à proteção e à mobilidade, nos níveis tático, operacional ou estratégico", diz o documento da política de transformação da força terrestre no território brasileiro.
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Quais brigadas devem se preparar para possíveis guerras?
De acordo com o documento, das 25 brigadas ativas no Brasil, 5 delas devem manter "elevado grau" de prontidão a ameaças. São elas:
Brigada Paraquedista no Rio de Janeiro;
Brigada Aeromóvel em Caçapava (SP);
Brigada de Infantaria de Selva em Marabá (PA);
Brigada de Infantaria Mecanizada em Campinas (SP);
Brigada de Cavalaria Blindada em Ponta Grossa (PR).
Confira os quatro tipos de emprego dos militares:
Além disso, o documento também prevê a reorganização dos empregos dos militares em quatro tipos:
Forças de emprego imediato: são os militares que estarão juntos à faixa de fronteira ou na proximidade de área com potencial crise, que serão responsáveis pela resposta inicial e imediata às possíveis guerras;
Forças de emprego de prontidão: são os militares que estão aptos para atuar em qualquer parte do território nacional e que terão poder de combate para subjugar as ameaças;
Forças de emprego continuado: são os militares que são fundamentais nas estratégias de dissuasão e presença, empregadas em caso de conflito prolongado e de larga escala;
Forças de emprego no multidomínio: são os militares dotados de capacidades para atuar no multidomínio, desdobrando-se em módulos para integrar a Força Terrestre Componente (FTC) ou o Comando Conjunto.
(Victoria Rodrigues, estagiária de Jornalismo, sob supervisão de Vanessa Pinheiro, editora web em Oliberal.com)
