Exército dos EUA vai enviar drones que atuam na África para a América do Sul, afirma TV

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Fonte da notícia: CBN CBN

O Exército dos Estados Unidos pretende enviar diversos drones MQ-9 Reaper que atualmente estão na África atuando na região para a América do Sul. Eles ficariam sob controle do comando militar local. A iniciativa é parte de um redirecionamento estratégico do governo Trump para a região das Américas, em parcerias com diversos países nas ações contra grupos armados. As informações são da rede de TV americana CNN. Em 2025, na campanha de pressão sob a Venezuela, os EUA chegaram a colocar os drones a disposição, junto com caças F-35 e mais equipamentos, no Caribe. Naquele momento, eram constantes os ataques contra supostas embarcações que continham drogas. Os EUA deixaram claro que pretendem passar a realizar diversas ações por terra para combater grupos de narcotráfico na região, com o apoio dos países. Entre os países que deve ser um dos pontos de partida das ações está o Equador. Ainda não se sabe exatamente quantos drones seriam enviados, mas, segundo o veículo, uma das fontes destacou que seriam a 'maioria'. Além disso, ainda há discussões sobre envio de certos drones para o Oriente Médio por causa da guerra com o Irã. Em janeiro, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, colocou o hemisfério ocidental, especialmente as Américas, como a prioridade número um do Pentágono para a defesa.

Governo Trump planeja investir mais de US$ 50 milhões em ações militares na América Latina Donald Trump, presidente dos Estados Unidos Divulgação/Casa Branca O governo dos Estados Unidos enviou um documento ao Congresso americano para alocar US$ 50 milhões em verba militar que iriam para Europa, Oriente Médio e Norte da África diretamente para a América Latina. O documento foi enviado nesta semana pelo Departamento de Estado, segundo o jornal El País. A ideia é transferir fundos do Financiamento Militar Estrangeiro da Eslováquia, Macedônia do Norte, Tunísia e Iraque para o Panamá, Peru, Equador e Colômbia. O Financiamento Militar Estrangeiro fornece fundos dos EUA que os governos beneficiários podem usar para comprar equipamentos de defesa, serviços e treinamento militar americanos. O Departamento de Estado afirmou que o dinheiro seria usado para combater o 'narcoterrorismo', ajudar a garantir a segurança do Canal do Panamá e reduzir a dependência dos países beneficiários em relação ao fornecimento de equipamentos militares por parte de adversários dos EUA. 'Esses fundos impedirão que adversários estabeleçam pontos de apoio estratégicos em nosso hemisfério', disse o departamento, em uma aparente referência à crescente presença da China na América Latina. O anúncio veio após a viagem do Secretário de Estado, Marco Rubio, na semana passada à Colômbia, Equador e Peru, onde ele promoveu um compartilhamento mais amplo de informações de inteligência e coordenou operações de segurança no âmbito da iniciativa Escudo das Américas, liderada pelos EUA. Secretário de Estado americano, Marco Rubio Divulgação/Casa Branca Peru e Colômbia aderiram à coalizão durante a visita regional de Rubio, enquanto o Equador já participava de sua estrutura de segurança. O Panamá também participa da iniciativa. Durante uma aparição conjunta com o presidente colombiano Abelardo De La Espriella, Rubio afirmou que a coalizão já estava em funcionamento. De La Espriella afirmou que a Colômbia priorizará a cooperação em segurança, a modernização militar e o combate ao crime transnacional, de acordo com a presidência colombiana . A presidente peruana, Keiko Fujimori, anunciou a entrada de seu país na coalizão durante a visita de Rubio a Lima, em 10 de setembro, afirmando que a adesão permitiria ao Peru receber informações de inteligência mais rapidamente e responder com mais força às organizações criminosas. A realocação ocorre em um momento em que Washington também intensifica a pressão sobre Cuba. Embora o Departamento de Estado não tenha afirmado que os US$ 52 milhões são direcionados contra algum lugar, todos os quatro países beneficiários participam de uma coalizão de segurança regional que atraiu fortes críticas de Cuba quando foi criada. Além disso, a iniciativa acontece meses após o governo americano declarar o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como terroristas. Em um comunicado divulgado nesta quarta-feira (16) pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos e assinado pelo presidente americano, Donald Trump, é dito que o Brasil 'falhou em confrontar as organizações terroristas estrangeiras designadas como Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho, que transformaram o Brasil em um centro de distribuição global de cocaína'. 'Essas organizações terroristas brasileiras representam uma ameaça crescente à paz e à segurança em todo o mundo, e o governo brasileiro precisa urgentemente tomar medidas enérgicas para confrontá-las e derrotá-las antes que se espalhem e cresçam'. Presidentes do Brasil, Lula, e dos EUA, Donald Trump Alan Santos/PR e Gustavo Moreno/STF O texto diz que, enquanto governos do Ocidente 'tomam medidas corajosas para reduzir o fluxo de drogas e erradicar os cartéis', no Brasil há uma falha no assunto. A citação do PCC e Comando Vermelho ocorre meses após o republicano ter declarado os dois grupos criminosos como terroristas, defendendo que houvesse uma intervenção por parte do governo brasileiro. A divulgação acontece a poucos dias da eleição presidencial no país com demonstrações por parte do governo americano de alinhamento a posições do candidato Flávio Bolsonaro contra o presidente Lula. No texto, Trump ainda valoriza outros governos de direita recentemente eleitos na América do Sul, caso da Bolívia, Colômbia e mais pelas ações contra narcotráfico. Encaminhado ao Congresso americano, o documento é uma determinação sobre 'os principais países de trânsito de drogas ou os principais países produtores de drogas ilícitas para o ano fiscal de 2027'. Presidentes Donald Trump e Lula em encontro na Casa Branca, em maio de 2026 Divulgação/Lula

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