Exército do Líbano acusa Israel de violar trégua pouco mais de três horas após entrada em vigor
O exército libanês acusou Israel, na sexta-feira, de cometer "atos de agressão" e bombardeios contra supostos alvos do Hezbollah no Líbano, violando o cessar-fogo de 10 dias que entrou em vigor à meia-noite no país (18h em Brasília). O Hezbollah, por sua vez, anunciou ter atacado soldados israelenses em retaliação.
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Em sua conta no Twitter, o exército citou "diversas violações do acordo, com vários atos de agressão israelense registrados, além de bombardeios esporádicos que atingiram várias aldeias". O movimento pró-Irã Hezbollah, por sua vez, anunciou que, em retaliação, "bombardeou uma concentração de soldados israelenses perto da cidade de Khiam", no sul do Líbano.
O presidente americano, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira que Israel concordou com um cessar-fogo temporário de dez dias no Líbano, medida que pode retirar um grande obstáculo das negociações para um acordo de paz entre os EUA e o Irã. Segundo o anúncio, feito por Trump na rede Truth Social, a trégua entrará em vigor nesta noite, enquanto o vice-presidente JD Vance e o secretário de Estado Marco Rubio trabalharão com autoridades israelenses e libaneses para tentar alcançar uma “paz duradoura”.
Em publicação separada, o líder americano acrescentou que o movimento xiita libanês Hezbollah está contemplado no acordo, enquanto o deputado libanês Ibrahim al-Musawi, representante do braço político do grupo xiita, disse à AFP que a organização respeitaria a trégua caso Israel interrompesse os ataques.
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“Esses dois líderes concordaram que, para alcançar a PAZ entre seus países, iniciarão formalmente um CESSAR-FOGO de 10 dias” a partir das 17h no horário de Washington (18h em Brasília), escreveu Trump, referindo-se ao presidente libanês, Joseph Aoun, e ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Pouco depois, Trump afirmou, ainda, que convidaria Aoun e Netanyahu para a Casa Branca para conversas: “Ambos os lados querem ver a PAZ, e acredito que isso acontecerá rapidamente”, publicou.
Netanyahu, por sua vez, disse ter concordado com o cessar-fogo para tentar avançar em um acordo de paz, embora tenha dito que tropas israelenses permanecerão no país vizinho, no que descreveu como uma “zona de segurança ampliada” entre a costa libanesa e a fronteira com a Síria. Sem oferecer detalhes ou provas, o premier israelense ressaltou, ainda, que o Hezbollah mantém foguetes em seu arsenal, indicando que o Estado judeu deverá “lidar com isso” como parte do “progresso rumo a um acordo de segurança e a um acordo de paz”.
*Em atualização
