'Exército de Lula': canal de Janones no WhatsApp passa de 50 mil a mais de 1 milhão de seguidores em dois dias

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

O deputado federal André Janones (Rede-MG) transformou um canal no WhatsApp em uma ferramenta de mobilização da campanha petista para o segundo turno da eleição presidencial. Batizado de “Exército de Lula”, o canal saltou de cerca de 50 mil seguidores na segunda-feira para quase dois milhões nesta terça-feira. Reeleito para a Câmara no domingo, Janones passou a usar o espaço para distribuir áudios, vídeos e orientações aos apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em uma das primeiras ações, pediu que cada integrante convidasse outras quatro pessoas para seguir o canal e compartilhasse o conteúdo em grupos de WhatsApp, além de redes sociais. São Paulo: Bancada evangélica da Alesp perde 12 deputados, que não conseguem se reeleger Minas Gerais: Cleitinho faz harmonização facial após ser eleito governador “Eles da direita são unidos; agora, nós também seremos”, escreveu Janones em uma das mensagens. Em uma gravação divulgada no próprio canal, o deputado orienta os apoiadores sobre a distribuição de conteúdo pelas plataformas da Meta. Ele fala sobre a importância de evitar a publicação simultânea de vídeos semelhantes, estimular colaborações entre perfis e repetir conteúdos para ampliar sua circulação. O canal também já foi usado para divulgar um vídeo do pastor batista Ed René Kivitz contrário à candidatura de Flávio Bolsonaro. A publicação alcançou milhões de visualizações nas redes sociais. Crise do STF: Alckmin defende que governo envie reforma do Judiciário ao Congresso antes do segundo turno para conter desgastes Mobilização Janones afirmou que decidiu concentrar sua atuação na campanha presidencial e que abriu mão de uma campanha tradicional para a própria reeleição. Segundo o deputado, não fez carreatas, reuniões ou atos para pedir votos e concentrou sua atuação nas redes sociais em defesa de Lula. Em vídeo publicado após o primeiro turno, ele convocou apoiadores para atuar como “soldados” na tentativa de reeleger o presidente. — Nós vamos ganhar essa eleição. Lula será reeleito presidente — afirmou. O deputado também disse que pretende atuar na definição de “narrativas” e na comunicação com os eleitores durante o segundo turno. Segundo ele, a estratégia será baseada em falar “a língua do povo” e ampliar a união dos apoiadores de Lula. No primeiro turno, Flávio Bolsonaro terminou à frente de Lula. O candidato do PL recebeu 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do petista, uma diferença de 1,87 ponto percentual. O segundo turno da disputa contra Flávio Bolsonaro (PL) será decidido em 25 de outubro. TikTok: Lula adota estratégia de redes no segundo turno com ajuda da deputada mais jovem eleita no Brasil Resposta do PL A comunicação do Partido Liberal (PL) organizou uma ação coordenada com influenciadores de direita, na terça-feira (6), para tentar tirar do ar o “Exército de Lula”. Segundo relatos sobre a mobilização, representantes do partido e influenciadores participaram de uma reunião por videoconferência para organizar a ofensiva. Na sequência, alguns participantes entraram no canal e fizeram denúncias à plataforma com alegações sobre o conteúdo publicado. Uma das queixas apontava que o canal teria divulgado a informação de que Flávio Bolsonaro (PL) proibiria o voto feminino. A afirmação, no entanto, é falsa. Janones afirmou nas redes sociais que o canal estava sendo alvo de denúncias em massa por apoiadores de Flávio Bolsonaro. — Estão tentando derrubar o “Exército do Lula”. Nós acabamos de bater um milhão de pessoas inscritas no canal do WhatsApp, mas o que está acontecendo: os bolsonaristas, a extrema-direita, os apoiadores do Flávio começaram a fazer denúncia em massa para derrubar o meu perfil — afirmou. Após a ofensiva, o deputado criou uma página no Instagram para funcionar como alternativa de divulgação de conteúdos relacionados à campanha de Lula, para o caso de derrubada do canal.

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