Exército de Israel sentencia dois soldados a 30 dias de detenção e substitui estátua de Jesus destruída no Líbano
O Exército de Israel anunciou que substituiu a imagem de Jesus Cristo crucificado destruída por um soldado no sul do Líbano no domingo e puniu dois militares com 30 dias de detenção, após a repercussão de uma foto que mostrava o ato e levou à abertura de investigação.
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Uma investigação das Forças Armadas de Israel concluiu que, durante operações na vila de Debel, de maioria católica maronita, um soldado danificou a estátua enquanto outro a fotografava. Outros seis militares não tentaram impedir o incidente nem o denunciaram, informou o Exército.
Imagem de soldado israelense vandalizando imagem de Jesus Cristo na vila libanesa de Debel
Reprodução/Redes Sociais
A imagem, que circulou nas redes sociais, mostra a estátua de Jesus na cruz invertida — com a cabeça no chão e os braços removidos da cruz — enquanto um soldado a atinge com uma marreta.
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— Condenamos esse ato vergonhoso porque ele ofende nossos sentimentos religiosos e ataca nossas crenças — disse Maroun Nassif, vice-administrador da vila, à CNN.
O soldado responsável e o militar que fez o registro fotográfico foram afastados de funções de combate e punidos com detenção, enquanto os demais foram convocados para prestar esclarecimentos, a fim de determinar possíveis medidas disciplinares adicionais.
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O Exército israelense classificou o episódio como de “grande gravidade” e afirmou que a conduta é incompatível com os valores da força.
“As Forças Armadas de Israel expressam profundo pesar pelo incidente e estão trabalhando para garantir que isso não volte a acontecer no futuro”, afirmou o Exército em comunicado publicado na rede X, no qual também anunciou a substituição da estátua.
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A vila de Debel, no sul do Líbano, tem sido alvo de bombardeios e operações terrestres israelenses desde o início da ofensiva recente na região.
O caso gerou críticas no Parlamento israelense. O deputado árabe Ayman Odeh ironizou o episódio, enquanto Ahmad Tibi questionou o comportamento dos militares.
Segundo a imprensa libanesa, outros locais religiosos no sul do país também foram danificados desde o início da atual ofensiva na região.
