A execução por pelotão de fuzilamento de Nidal Hasan, o atirador condenado à morte pelo massacre à base militar de Fort Hood, no Texas, em 2009, será transmitida ao vivo nos Estados Unidos, afirmou um funcionário do Pentágono nesta quinta-feira. Mais cedo, o secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, havia declarado que a execução seria “pública”, em um vídeo divulgado pelo Pentágono no X. Contexto: Trump autoriza a primeira execução de um militar desde a Segunda Guerra Mundial Quer ler mais notícias de Mundo? Acompanhe o canal no WhatsApp Quer morar fora? Veja guia interativo do GLOBO que reúne informações sobre 36 países A execução por fuzilamento está marcada para o dia 3 de dezembro em Fort Hood, no Texas, segundo informou o secretário do Exército dos EUA na terça-feira e será a primeira realizada pelas Forças Armadas dos EUA desde 1961. — Ele será executado por um pelotão de fuzilamento, como deve ser, e vamos garantir que as pessoas possam assistir, que seja público — disse Hegseth ao “influenciador” e ativista de direita Jack Posobiec no vídeo compartilhado por várias contas oficiais do Pentágono.
Segundo o funcionário do Pentágono, ouvido pela AFP sob condição de anonimato, mais detalhes sobre a transmissão serão divulgados posteriormente. Aprovação de Trump O presidente americano, Donald Trump, aprovou a execução de Hasan após recomendação de Hegseth. A decisão foi anunciada na segunda-feira pelo porta-voz do Pentágono, Sean Parnell.
Hasan, psiquiatra e ex-major do Exército americano, está no corredor da morte militar desde 2013, quando foi condenado pelo ataque à base de Fort Hood.
Durante o julgamento, admitiu ter atirado contra soldados que estavam no local, em 5 de novembro de 2009, e pediu desculpas pelo que chamou de “quaisquer erros”. Além disso, em sua defesa, o psiquiatra afirmou acreditar que estava protegendo muçulmanos e o Talibã do Afeganistão. No ataque, 13 pessoas morreram e outras 32 ficaram feridas. Doze dos mortos e 30 dos feridos eram militares. Hasan foi atingido por disparos de uma agente da polícia civil e ficou parcialmente paralisado. Regras para a execução militar Pela legislação militar americana, a execução de um condenado à morte depende da autorização do presidente. No caso de Hasan, Trump aprovou a sentença após a conclusão do processo de revisão judicial, que manteve a condenação.
A pena de morte militar segue regras diferentes das aplicadas a condenados pela Justiça civil. Hasan foi julgado por uma corte marcial e sentenciado à morte em 2013. A execução será a primeira realizada pelas Forças Armadas dos Estados Unidos desde 1961 e a primeira por pelotão de fuzilamento desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Fuzilamento nos EUA Embora seja um método raro, o fuzilamento também é permitido em cinco estados americanos: Carolina do Sul, Idaho, Mississippi, Oklahoma e Utah. A Carolina do Sul voltou a utilizar o método em 2025, após um intervalo de 15 anos sem execuções desse tipo no país. A pena de morte civil também é permitida em nível federal e em parte dos estados americanos. No primeiro dia de seu segundo mandato, em janeiro de 2025, Trump assinou uma ordem executiva para ampliar o uso da pena capital e orientar o governo federal a buscar sua aplicação em casos considerados graves. A medida reverteu a política de suspensão das execuções federais adotada pelo governo de Joe Biden. (Com AFP) *Matéria em atualização
O Globo