O Tribunal Regional Eleitoral de Minas (TRE-MG) suspendeu uma sequência de inserções na TV de candidatos ao governo do estado em função de irregularidades no atendimento às normas de acessibilidade e de participação de padrinhos políticos.
As ações foram protocoladas por Gabriel Azevedo (MDB), ex-presidente da Câmara dos Vereadores de Belo Horizonte e também candidato ao governo.
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O empresário Flávio Roscoe (PL-MG), apoiado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), teve três inserções questionadas, uma delas sem janela de intérprete de Libras e sem audiodescrição, e, nas outras duas, o recurso apareceu em dimensões inferiores ao padrão mínimo previsto na regulamentação.
Em paralelo, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) teve uma inserção suspensa por não ter legenda correspondente ao texto falado pelo candidato.
A peça exibia somente a frase fixa “#meuvotoé10 - o povo no comando de Minas”.
Já o atual governador, Mateus Simões (PSD), teve uma das peças suspensas por uma inserção de 30 segundos, dos quais 20 segundos incluíram a participação do ex-governador Romeu Zema (Novo).
A legislação eleitoral autoriza que apoiadores políticos ocupem até 25% do tempo de cada programa (7,5 segundos).
A inserção também apresentava uma janela de Libras de tamanho inferior aos limites obrigatórios.
O deputado federal Patrus Ananias (PT-MG), por sua vez, teve uma propaganda de 30 segundos suspensa pela aparição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por aproximadamente 16 segundos, acima do limite estabelecido pela legislação eleitoral.
Procuradas pelo GLOBO, as campanhas de Simões e de Roscoe não se manifestaram.
Em nota, a equipe de Patrus disse que “causa estranheza que, justamente quando as pesquisas registram o crescimento dele, os adversários recorram à Justiça para tentar esconder do eleitor mineiro uma informação: em Minas, o candidato do presidente Lula é Patrus”.
Já a campanha de Cleitinho disse que “se necessário, a peça será adequada”, mas definiu como prioridade “fazer uma campanha limpa, positiva e falando o que realmente importa”.
