Excedente de carne exportada para a China pode pagar tarifa proibitiva de 55%, alerta especialista

 

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O presidente Lula vai se reunir nesta quinta-feira com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e um dos assuntos em pauta é a investigação aberta pelo Departamento de Comércio americano sobre desmatamento, que pode servir de base para novas tarifas contra produtos brasileiros. Ao mesmo tempo, a China acelera mudanças na política agrícola e aumenta a pressão por cadeias produtivas livres de devastação ambiental. Nesse cenário, o cientista ambiental Raoni Rajão, professor da Universidade Federal de Minas Gerais e ex-diretor do Ministério do Meio Ambiente, alerta que o desmatamento deixou de ser apenas uma questão ambiental e passou a representar um risco crescente para o comércio exterior brasileiro. Ele ressalta que o Brasil corre o risco de expandir a produção justamente no momento em que os chineses planejam reduzir a compra de soja brasileira e endurecer exigências ambientais. Rajão afirma que a cota tarifária para carne bovina na China está perto do limite e que o excedente passará a pagar uma tarifa de 55%, considerada “proibitiva”. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.