Exames descartam intoxicação alimentar, e mortes de mãe e filha após refeição na véspera de Natal passam a ser investigadas como homicídio na Itália

 

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Promotores italianos abriram uma investigação por homicídio após a morte de Sara Di Vita, de 15 anos, e de sua mãe, Antonella Di Ielsi, de 50, depois de uma refeição na véspera de Natal em Pietracatella, município a 260 km a sudeste de Roma. Inicialmente, o caso foi tratado como uma intoxicação alimentar, mas exames laboratoriais identificaram a presença de ricina, uma substância altamente tóxica, no organismo das vítimas.

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O caso ocorreu na cidade onde a família vivia. Após o almoço, as duas passaram mal. O pai de Sara, Gianni, ex-prefeito de Pietracatella, também apresentou sintomas, foi hospitalizado e se recuperou. A filha mais velha do casal não estava presente.

Na avaliação inicial, médicos atribuíram os sintomas a intoxicação alimentar, com suspeita de ingestão de peixe ou cogumelos. Com base nessa hipótese, mãe e filha foram atendidas e liberadas do hospital.

O quadro clínico, no entanto, se agravou rapidamente, e ambas precisaram ser internadas novamente pouco tempo depois. Segundo o chefe da unidade de terapia intensiva do hospital Cardarelli, Dr. Vincenzo Cuzzone, a falência hepática ocorreu primeiro, seguida de falência múltipla de órgãos, em um processo que aconteceu "em uma velocidade realmente sem precedentes".

Reviravolta

Antes da descoberta, as mortes eram tratadas como possível negligência médica. Profissionais que atenderam as vítimas e concederam alta chegaram a ser investigados por homicídio culposo. Resultados de exames realizados em laboratórios na Itália e na Suíça foram divulgados por veículos de imprensa.

A identificação de ricina nos exames, divulgada pela mídia italiana, mudou o rumo do caso. Até o momento, a polícia não identificou suspeitos.

Substância é altamente tóxica e não tem antídoto

A ricina é uma substância altamente tóxica encontrada naturalmente nas sementes de mamona. A ingestão de pequenas quantidades pode causar falência rápida dos órgãos e morte, e não existe antídoto conhecido para o envenenamento por essa substância.