Ex-zagueiro do PSG abre bastidores de convivência com Messi, Neymar e Mbappé: ‘Em termos de ego, foi difícil’
As críticas que cercam Kylian Mbappé desde a chegada ao Real Madrid não surpreendem quem acompanhou sua trajetória no Paris Saint-Germain. Companheiro do atacante por sete temporadas em Paris, o zagueiro Presnel Kimpembe afirmou que o camisa 9 francês se acostumou cedo à pressão e desenvolveu uma “força mental impressionante” para lidar com cobranças públicas.
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Em entrevista à RMC Sport, Kimpembe reagiu às críticas recentes dirigidas a Mbappé na Espanha, apesar dos números expressivos do atacante na temporada. Segundo o defensor, o francês aprendeu ainda no PSG a conviver com a exposição constante e com avaliações severas da imprensa e dos torcedores.
— Mbappé sempre foi criticado em Paris. Esse é o jeito do Kylian. Ele cresceu com isso e se preparou para lidar com essas situações — afirmou o zagueiro.
A temporada de estreia de Mbappé no Real Madrid tem sido marcada por oscilações coletivas da equipe, mesmo com o atacante acumulando gols e protagonismo ofensivo. O desempenho do francês, porém, segue no centro do debate na imprensa espanhola, sobretudo pela cobrança em torno da participação sem a bola e da intensidade defensiva.
Kimpembe revelou que o tema também era discutido internamente no vestiário do PSG. Segundo ele, chegou a cobrar diretamente o atacante pela falta de recomposição em alguns momentos das partidas.
— Eu dizia ao Kylian que ficava cansado quando ele não corria. E a resposta dele foi muito forte — comentou, sem detalhar a conversa.
O zagueiro afirmou que Mbappé tem capacidade de liderar equipes mesmo sob pressão e citou o histórico do atacante tanto pela seleção francesa quanto pelos clubes que defendeu.
— Ele já mostrou isso no PSG, na seleção francesa e agora também no Real Madrid. É um jogador capaz de elevar o nível de um time inteiro. Todos sabem o talento que ele tem — disse.
Kimpembe também relembrou a convivência no elenco que reuniu Mbappé, Lionel Messi e Neymar no PSG entre 2021 e 2023. Apesar da expectativa criada em torno do trio, o clube francês não conseguiu conquistar a Liga dos Campeões no período.
Segundo o defensor, administrar personalidades tão grandes dentro do elenco foi um dos principais desafios daquela equipe.
— Em termos de ego, foi difícil. Precisamos ser honestos, e até eles reconhecem isso. Mesmo assim, tenho orgulho enorme de ter dividido o campo com jogadores desse nível. Se alguém tivesse me dito isso há 15 anos, eu não acreditaria — afirmou.
