Ex-secretário de Saúde de MG é absolvido de acusação de furar fila da vacinação contra Covid-19
A Justiça de Belo Horizonte absolveu o ex-secretário de Estado de Saúde Carlos Eduardo Amaral e nove gestores da pasta acusados pelo Ministério Público de Minas de furar a fila da vacinação contra a Covid-19. A decisão é do juiz Wenderson de Souza Lima, da 2ª Vara de Fazenda Pública e Autarquias de Belo Horizonte, que apontou a "ausência de elementos contra os réus que configuram a prática de improbidade administrativa".
O caso ficou conhecido como "fura-fila da vacina", durante o primeiro mandato do governador Romeu Zema, do NOVO. Segundo a denúncia do Ministério Público de Minas, em janeiro de 2021, o ex-secretário e demais réus utilizaram 5% da reserva técnica da vacina contra a Covid para imunizar 832 servidores da saúde. Porém, conforme a promotoria, esses imunizantes pertenciam aos municípios mineiros.
Além disso, o governo estadual usou critérios inadequados e não elaborou um protocolo operacional próprio para a campanha de vacinação contra a Covid. Por isso, os 10 investigados foram denunciados pelo MP.
Durante a fase de instrução processual, todos eles negaram as irregularidades. Na sentença, o magistrado considerou que não ficou comprovado pelo Ministério Público o dolo dos réus no caso, por isso, todos foram absolvidos.
Procurado, o Ministério Público de Minas afirmou que vai recorrer da decisão após ser intimado, o que ainda não ocorreu.
Já o ex-secretário de Saúde Carlos Eduardo Amaral afirmou, em nota, que a decisão judicial era esperada e que "todas as ações dele foram tomadas com absoluta adesão aos princípios da correção e eficiência na gestão pública".
Ainda, o ex-secretário afirmou que "entregou o melhor enfrentamento à Covid-19, com a distribuição de vacinas em toda Minas Gerais em 24 horas e a menor mortalidade do Brasil, ao momento da saída. Por fim, Carlos Amaral disse que "segue firme acreditando na justiça e no trabalho sério e comprometido com o objetivo de melhorar a vida das pessoas".
