Ex-príncipe Andrew é investigado pela polícia britânica por crimes sexuais relacionados ao caso Epstein

Ex-príncipe Andrew é investigado pela polícia britânica por crimes sexuais relacionados ao caso Epstein

 

Fonte: Bandeira



A polícia britânica está investigando Andrew Mountbatten-Windsor, o ex-príncipe da coroa britânica, por possíveis crimes sexuais relativos ao caso Epstein. A informação foi revelada nesta sexta-feira (22) pela mídia do Reino Unido, através de veículos como a Sky News, BBC, entre outros.

Andrew nega as acusações. Porém, os investigadores querem saber mais detalhes sobre um caso relatado nos arquivos em que uma mulher teria sido levada à casa do ex-príncipe 'para fins sexuais'. A tentativa é descobrir quem é essa mulher e falar com ela para saber maiores detalhes.

Desde que Andrew foi preso, no início do ano, a polícia já interrogou diversas testemunhas.

Andrew, que atuava como enviado comercial do governo britânico, foi interrogado sob suspeita de má conduta em cargo público, em uma investigação motivada pela divulgação, nos EUA, dos arquivos do FBI sobre Jeffrey Epstein em janeiro.

Ele teria passado diversas informações confidenciais relativas ao comércio para Epstein.

Porém, há outras citações envolvendo mulheres nos arquivos que a polícia britânica quer explorar melhor, justamente para saber se a má conduta também está relacionada a um crime sexual com a ajuda de Jeffrey Epstein.

As autoridades estão avaliando as alegações de que Epstein enviou uma mulher não britânica ao Reino Unido em 2010 para um encontro sexual com Andrew, mas ainda não a interrogaram.

A polícia britânica também quer o acesso integral aos arquivos para buscar outras informações.

Enquanto enviado comercial do Reino Unido, ex-príncipe Andrew preferia visitar países 'sofisticados'

Andrew Mountbatten-Windsor em cerimônia quando ainda era príncipe.

Reprodução/Wikimedia Commons

O governo do Reino Unido divulgou nesta quinta-feira (21) diversos documentos envolvendo o trabalho do ex-príncipe Andrew como enviado comercial do país. Ele atuou no cargo entre 2001 e 2011, momento em que também conheceu o criminoso sexual Jeffrey Epstein.

Entre as revelações está a de que a mãe, rainha Elizabeth II, queria que seu filho assumisse o cargo de 'enviado comercial', segundo memorando de David Wright, diretor executivo da British Trade International.

O memorando de Wright foi resultado de uma 'ampla discussão' com o secretário particular da Rainha e foi endereçado ao então secretário de Relações Exteriores, Robin Cook. O texto afirmava que a Rainha estava 'muito interessada' que Mountbatten-Windsor assumisse um 'papel de destaque na promoção dos interesses nacionais'.

Além disso, Andrew Mountbatten-Windsor tinha preferência por visitar 'países mais sofisticados' e 'não deveria receber convites para eventos de golfe no exterior', de acordo com uma carta datada de 25 de janeiro de 2000 e escrita pela diplomata britânica Kathryn Colvin.

Colvin escreve que lhe disseram que o Príncipe Andrew era 'particularmente bom em assuntos de alta tecnologia, comércio, juventude (incluindo escolas primárias e projetos de atividades ao ar livre), eventos culturais, com preferência por balé em vez de teatro, a Commonwealth, assuntos militares e relações exteriores'.

Segundo a carta, o Capitão Blair afirmou que Mountbatten-Windsor 'tendia a preferir os países mais sofisticados, particularmente aqueles que estavam na vanguarda da tecnologia', acrescentou Colvin. Uma frase posterior a essa foi omitida no documento divulgado.