Ex-presidente do Novo diz que partido ‘se tornou desnecessário’: 'Maioria gostaria de estar no PL'
Fundador e ex-presidente do Partido Novo, João Amoêdo usou as redes sociais para criticar a atual gestão da legenda. Em postagem realizada nesta quarta-feira no X, o empresário afirma que o partido “se tornou um desnecessário”.
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No post, que já ultrapassa 280 mil visualizações, o administrador diz que “a maioria dos políticos (do Novo) gostaria mesmo de estar no Partido Liberal (PL)”. Na publicação, Amoedo afirma que a prioridade dos dirigentes da sigla é a própria remuneração e que, mesmo que defendam o livre mercado, eles "vivem do dinheiro público".
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“Agora estão desesperados para que o partido alcance a Cláusula de Barreira. Afinal, os R$100 milhões deixados pela gestão anterior no caixa, oriundos do Fundo Partidário, estão acabando. O candidato à Presidência, assim como em 2022, é apenas figurativo”, destaca Amoêdo em trecho da postagem. Atualmente, o pré-candidato é o ex-governador de Minas, Romeu Zema.
De acordo com o ex-presidente, se os políticos do partido “fossem pessoas sérias”, eles iriam tentar um lugar no PL, o candidato à presidência deveria desistir da candidatura, e os dirigentes “iriam procurar um emprego na iniciativa privada e devolveriam o partido para os fundadores”.
O PL, chefiado por Valdemar Costa Neto, é o partido do ex-presidente Jair Bolsonaro e políticos alinhados ao estadista desde 2021, e atualmente possui o maior número de deputados no Congresso. As siglas estão próximas e negociam alianças em estados como Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
Amoêdo foi candidato à Presidência pelo Novo em 2018, e em 2022 anunciou sua saída do partido com críticas a legenda e aos dirigentes.
(*Estagiária sob supervisão de Cibelle Brito)
