Ex-presidente do BRB nega que compra do Master pretendia salvar o banco de Vorcaro
O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa negou, em depoimento à Polícia Federal, que os negócios com o Banco Master tinham objetivo de salvar a instituição de Daniel Vorcaro. O conteúdo do depoimento foi obtido pelo Portal Metrópoles e confirmado pela CBN.
Costa disse que a operação de compra de carteiras do Master era baseada em avaliação técnica. O ex-presidente também contou no depoimento que o objetivo de adquirir o banco de Vorcaro tinha como objetivo escalar o BRB para concorrer com instituições nacionais.
Questionado se “tinha a impressão de que o Master iria quebrar antes do negócio” e se havia preocupação de concluir a transação de forma rápida, Costa afirmou que “se ia quebrar ou não, no final, seria problema dele (Vorcaro)”.
Costa também disse que a instituição excluiu R$ 51,2 bilhões dos R$ 75 bilhões de ativos e passivos do Banco Master, após auditoria realizada durante a negociação para aquisição, no ano passado.
Agenda
A Polícia Federal apreendeu no Banco de Brasília (BRB), durante a Operação Compliance Zero, deflagrada em novembro, uma agenda com anotações sobre reunião realizada em julho de 2025 para discutir as carteiras de crédito compradas do Master.
Conforme a íntegra do depoimento obtidso pelo Metrópoles, a anotação era a seguinte: “Presidente afirmou, novamente, que faz-se necessário efetuar as compras de carteiras, afirmando que esses créditos foram verificados e que, se não houver, o Master vai quebrar”. Entre os presentes, estavam o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa; o ex-diretor Financeiro Dario Oswaldo Garcia Júnior; e o diretor Jurídico, Jacques Veloso.
A informação foi revelada pela delegada da PF Janaina Palazzo durante depoimento do ex-presidente do BRB.
