Keir Starmer deixará o cargo de parlamentar, afirmou nesta terça-feira, cerca de seis semanas depois de renunciar ao posto de primeiro-ministro britânico após perder o apoio de seu Partido Trabalhista.
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Starmer levou o Partido Trabalhista ao poder em 2024 com uma das maiores maiorias parlamentares da história moderna do Reino Unido, completando uma reviravolta notável depois de assumir a liderança da legenda quatro anos antes, após seu pior desempenho eleitoral desde 1935.
Mas o ex-advogado, cujo período como premiê foi marcado por várias guinadas prejudiciais, não conseguiu criar uma conexão com os eleitores e perdeu gradualmente o apoio da população e de seu partido.
Starmer havia dito anteriormente que permaneceria como parlamentar até a próxima eleição geral.
Mas afirmou ao Camden New Journal, jornal local de seu distrito eleitoral no norte de Londres, que havia mudado de ideia e pretendia “se concentrar em assuntos internacionais”.
Ele confirmou sua renúncia em um comunicado publicado no X.
Apesar da queda de popularidade no Reino Unido que lhe custou o cargo, a política externa era frequentemente vista como um ponto forte durante o período de Starmer como primeiro-ministro.
Ele trabalhou em estreita colaboração com o presidente francês, Emmanuel Macron, para criar a chamada Coalizão dos Dispostos em apoio à Ucrânia, restabeleceu as relações com a China, reconheceu um Estado palestino e teve resultados variados em seus esforços para construir uma relação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A reportagem do jornal não informou quando seria realizada uma eleição para preencher a vaga de Starmer no distrito eleitoral de Holborn e St Pancras.
Starmer manteve a cadeira com folga em 2024, com uma maioria de pouco mais de 11,5 mil votos, embora um candidato independente que fez campanha principalmente em oposição à guerra de Israel em Gaza tenha obtido quase 19% dos votos.
Ele foi substituído como primeiro-ministro em julho por Andy Burnham, que se tornou o sétimo líder britânico em uma década.
A chegada de Burnham ao cargo impulsionou o Partido Trabalhista nas pesquisas, embora ele enfrente um teste mais difícil quando o Parlamento retomar os trabalhos mais tarde nesta terça-feira.
