Ex-NBA tenta voltar ao basquete universitário americano em meio à explosão milionária da NCAA; entenda

 

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A revolução econômica vivida pelo esporte universitário dos Estados Unidos nos últimos dois anos criou um cenário até pouco tempo impensável: jogadores com passagem pela NBA tentando retornar ao circuito universitário.

Desde que a National Collegiate Athletic Association (NCAA) passou a permitir que atletas explorem comercialmente seus direitos de nome, imagem e semelhança — o chamado NIL (Name, Image, Likeness) — o basquete universitário deixou de ser apenas uma etapa formativa e passou a movimentar cifras milionárias.

O resultado é uma bolha em expansão. Jovens — e nem tão jovens — disputam vagas em universidades americanas não apenas para se projetar no Draft da NBA, mas também para faturar antes mesmo de abraçar o basquete como profissão.

Um dos casos que chamaram atenção foi o do pivô nigeriano James Nnaji. Formado na Espanha, com passagem por Barcelona e Girona, ele foi escolhido na 31ª posição do Draft de 2023 pelo Detroit Pistons. Seus direitos na liga passaram ainda por Hornets e Knicks.

Sem contrato garantido na NBA, Nnaji optou por uma alternativa inusitada: acertou com a Universidade de Baylor, reforçando os Bears no circuito universitário, apesar de já ter histórico profissional e escolha no Draft.

Para setores mais conservadores do basquete, o movimento simboliza uma distorção do sistema. Mas o caso seguinte leva o debate a outro patamar.

O armador Amari Bailey, de 21 anos, foi além. Ex-jogador de UCLA, Bailey disputou dez partidas na NBA com o Charlotte Hornets em contrato dual, registrando médias de 2,3 pontos em 6,5 minutos por jogo. Posteriormente, passou por afiliados de Nets e Timberwolves na G League.

No período, acumulou cerca de US$ 565 mil em salários.

Agora, tenta algo inédito: reativar sua elegibilidade universitária para disputar um último ano na NCAA. Para isso, contratou agente e advogado com o objetivo de explorar brechas no regulamento.

— Não pretendo ter 27 anos e seguir jogando como universitário. Mas eu já fui profissional, aprendi muito. Isso não é uma manobra publicitária — afirmou Bailey à ESPN, dizendo querer provar que pode liderar uma equipe à vitória.