Ex-ministro de Bolsonaro publica vídeo entregando adesivo de Flávio sobre '2026'; PT analisa representação na Justiça

 

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O ex-ministro do Turismo, Gilson Machado (Podemos-PE), publicou um vídeo na noite de domingo entregando adesivos com a mensagem: "O Nordeste está com Flávio Bolsonaro 2026". O material também tinha uma imagem do candidato à Presidência pelo PL beijando o pai, Jair.

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Após a repercussão da publicação, o PT enviou as imagens para o jurídico do partido para analisar se entra com uma representação na Justiça Eleitoral por campanha antecipada ilícita. A informação foi divulgada pela CNN e confirmada por O GLOBO.

A publicação foi feita em meio a uma série de questionamentos que a oposição tem feito ao desfile da Acadêmicos de Niterói em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no último sábado. Eles alegam que o petista teria cometido campanha antecipada.

Nesta terça-feira, Gilson fez uma live com o ex-ministro Marcelo Queiroga e também acusou o PT de campanha eleitoral antecipada por conta do desfile na Sapucaí. Durante a transmissão, o ex-ministro do Turismo se defendeu por estar entregando os adesivos. Ele chegou a mostrar a mesa com vários exemplares do material e prometeu "adesivaços" no Nordeste.

— Esse é um movimento espontâneo. Isso não é ilegal. Não está falando em campanha, em número, nada. Ele não é feito com dinheiro público como as escolas de samba receberam — afirmou Gilson, que justificou o encontro com o colega paraibano como parte de "articulações por Flávio no Nordeste". — Brevemente teremos vários adesivaço não só em Pernambuco, mas em todo o Nordeste.

Membro da Comissão de Direito Eleitoral do Conselho Federal da OAB, a advogada Francieli Campos explica que a lei proíbe pedido explícito de voto neste momento. No entanto, a jurisprudência vem mudando desde 2022 para definir exatamente o que é ou não pedir voto.

No caso de Gilson Machado, ela apontou que o material não tem o número do partido, nem o nome, e que também não está claro se o candidato tem ciência da entrega desse material — mesmo que ambos sejam aliados. No entanto, o fato do adesivo incluir uma referência direta à eleição — chamando atenção para o ano de "2026" — abre margem para a interpretação do Judiciário e poderia levar a uma punição para Gilson.

— Nesse caso, o juiz teria que analisar se o que está escrito fica dentro do limite das palavras mágicas que são proibidas ou não. Como a jurisprudência não está clara, depende da interpretação de cada magistrado — diz.