Daniel Sikkema, ex-marido do galerista americano Brent Sikkema, foi condenado à prisão perpétua nos Estados Unidos por planejar e pagar pelo seu assassinato, um episódio que ocorreu no Rio de Janeiro, há dois anos e meio. A sentença foi anunciada na quarta-feira 4, pelo Tribunal Federal do Distrito Sul de Nova York.
O marchand foi morto a facadas em janeiro de 2024, no Jardim Botânico, na Zona Sul da cidade. Em maio deste ano, Daniel, de 56 anos, já havia sido considerado culpado pelos crimes de homicídio por encomenda, conspiração para cometer homicídio por encomenda e conspiração para cometer um assassinato em outro país.
Detido em Nova York, o réu agora tem a sua sentença. O caso apresentado pela acusação descreveu como Daniel contratou Alejandro Triana Prevez, um cubano que atualmente está preso no Complexo de Bangu, e que será julgado em fevereiro de 2027 pelo crime, com objetivo de assassinar Brent.
O plano foi traçado em meio a um processo de divórcio conturbado, de acordo com os promotores. Continua após a publicidade
A Justiça americana concluiu que Daniel planejou e financiou o crime, por meio de 11 pagamentos destinados a Prevez e um associado que estava em Cuba, em processo que começou em 2023. O julgamento demonstrou que ele usou, sem autorização, os nomes de amigos, funcionários e parentes para encobrir a origem das transferências.
Quem é Brent Sikkema Nascido em 1948, Brent Sikkema cresceu no estado americano de Illinois, e estudou no Instituto de Arte de São Francisco.
Seu primeiro trabalho no meio artístico foi em 1971, como diretor de exposições no Visual Studies Workshop, em Nova York. Mais tarde, entre 1976 e 1980, atuou como diretor da Vision Gallery em Boston, da qual foi também proprietário de 1980 a 1989.
Continua após a publicidade O galerista fundou a Sikkema Jenkins & Co em 1991 ainda com o nome de Wooster Gardens, que seria alterado anos depois.
A empresa é conhecida por representar artistas como Vik Muniz e Kara Walker. Apaixonado por viagens, o americano costumava compartilhar registros de seus destinos nas redes sociais.
Em uma das publicações, quando passava pela Suíça, disse que uma visita ocasional ao país era um alívio, mas que era “um cara do caos”, cujo “tipo de lugar” eram “aqueles onde a luta é real todos os dias”, citando Cuba e Brasil como exemplos de destino recorrente. Ele deixou um filho.
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