Ex-integrantes do Trem da Alegria celebram sucesso de hit em meio à estreia do filme de He-Man e abrem o jogo sobre possível turnê: 'Analisando'
A nostalgia domina grande parte das salas de cinema a partir desta quinta-feira (4), com a estreia de “Mestres do Universo”, filme que conta a história de He-Man. Nesse novo live-action, com direção de Travis Knight, o dono dos bordões “eu tenho a força” e “pelos poderes de Grayskull” é representado em carne e osso pelo britânico Nicholas Galitzine. E o longa-metragem já chega cheio de ligação com o Brasil. Primeiro, por ter a brasileira criada nos EUA Camila Mendes como a guerreira Teela no elenco; e também por ter o trailer embalado pela música que leva o nome do super-herói, clássico do Trem da Alegria, de quatro décadas atrás. A canção, inclusive, empolgou os fãs do desenho e da banda.
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— Foi genial ouvir nossa música no trailer, a canção mesmo da época, sem remix ou regravação. Isso dá outra dimensão para os fãs — diz a Patrícia Marx, ex-integrante do grupo. — É sempre muito emocionante quando a gente recebe o carinho do público com relação a esse trabalho que marcou não só a vida das pessoas como a nossa. Eu vibro junto com todo mundo, é uma nostalgia para mim também.
Ex-integrantes do Trem da Alegria em evento de divulgação do filme 'Mestres do Universo', na Avenida Paulista
Divulgação
Foi o público quem pediu para que a música “He-Man”, composta por Michael Sullivan e Paulo Massadas, aparecesse na divulgação do filme. A distribuidora Sony Pictures ouviu e fez até mesmo um evento de lançamento, que levou os atores, o diretor e a primeira formação do Trem da Alegria (Patrícia, Luciano Nassyn e Juninho Bill) para um trio elétrico no meio da Avenida Paulista. O evento, que contou com um pocket show da banda, reuniu milhares de fãs tomados pela nostalgia.
— A gente se olha no palco e parece que está revivendo tudo. É muito gostoso. Fora que ver a reação da galera é ótimo, eles cresceram conosco. Tem gente que levou os filhos para mostrar o que fazia sucesso em sua geração — conta Juninho, revelando ainda que o trio nem precisou de muito ensaio para a apresentação: — É como pegar uma bicicleta e sair pedalando. O mais difícil foi selecionar quais músicas entrariam e as que ficaria de fora. No fim, deu muito certo!
O Brasil é o único país do mundo que tem uma música só para o super-herói. Os atores e o diretor do filme ficaram boquiabertos quando viram a multidão entoar o “lá, lá, lá, He-Man”, dizem os integrantes do Trem da Alegria. Luciano lembra:
— Estar com o pessoal de Hollywood foi incrível. Imagina: cantamos “He-Man” ao lado do He-Man! Eu tenho um carinho muito especial por essa música. Ela explodiu no Brasil inteiro. E eu canto esse e outros sucessos do grupo com minha banda, a VHF, até hoje.
Camila Mendes e Nicholas Galitzine em 'Mestres do Universo'
Reprodução/IMDB
O evento em São Paulo não foi o único para celebrar o filme. Sábado, no Nova América, em Del Castilho, acontece uma sessão especial com exibição do filme seguida de uma festa temática dos anos 1980, com o DJ Marcelo Cupim. Os ingressos custam R$ 50. Várias salas de cinema em diferentes locais do Rio já estão esgotadas para essa estreia no feriado. Vale a dica: na rede Kinoplex, por exemplo, de segunda a quarta, quem compra um ingresso leva outro de graça. Consulte os cinemas participantes no site da rede e mais promoções de outras na web.
Memórias do passado
O clima de reviver o passado deu tão certo com os fãs do Trem, que muita gente pediu por uma turnê pelo Brasil. Patrícia conta ao EXTRA que o trio está recebendo muitas propostas, principalmente depois do evento de divulgação do filme. Luciano e Juninho afirmarm que essa é uma vontade dos músicos há muito tempo. Os três demonstraram animação com a ideia.
— Estamos analisando as propostas, coisas grandes — diz a cantora, também relembrando memórias da infância na banda: — Quando a Vanessa (Delduque) entrou, eu tinha ela pra brincar comigo. Mas antes, quando éramos nós três na formação, gostava de brincar com minhas bonecas. Quando eu me juntava com eles, bagunçava também.
Juninho completa:
— A gente brincava o tempo inteiro. Eu e Luciano jogávamos bola nos corredores dos hotéis, aprontávamos. Hoje eu penso: “Como ninguém reclamou?”. Era difícil quando eu mudava de escola, mas depois de alguns meses todo mundo acostumava comigo. Cheguei a sofrer bullying dos alunos maiores, diziam “e aí o cantor, famosinho”. Mas não foi ruim, era coisa de criança.
Para Luciano, estar ao lado dos amigos naquele tempo foi fundamental:
— Meus pais se separaram justamente nesse época em que estávamos gravando “He-Man” e outros clássicos. O clima do estúdio dava uma força para mim, bem como as pessoas em volta, meus companheiros de banda, a equipe... Dava uma modificada no astral para que eu pudesse levar tudo de uma forma positiva.
O desafio de ficar fortão como o herói
Nicholas Galitzine como He-Man em 'Mestres do Universo'
Reprodução/IMDB
O diretor de “Mestres do Universo” conta que foi preciso encontrar um ator que fosse carismático como o protagonista da história e que tivesse um grande coração. Galitzine, que já era famoso por estrelar comédias românticas queridinhas do público, foi a escolha perfeita. Knight diz:
— Precisávamos também achar alguém emocionalmente vulnerável, mas que pudesse ser um herói de ação musculoso. Reunir tudo isso em uma única pessoa não é simples, mas sabia que ele tinha todas as qualidades necessárias para viver Adam. O que faltava eram as características físicas do He-Man.
O ator encarou intensos treinos de musculação para espelhar o herói que conhecemos, e aeróbicos para aguentar as cenas de luta. Além disso, adotou uma dieta rigorosa no processo. Ele recorda:
— O desafio foi muito mais mental do que as pessoas imaginam. Até mesmo dentro do aspecto físico, o nível de comprometimento exigido por esse papel foi enorme. Foi bastante difícil. Trabalhamos duro.
A visão de quem já conferiu
Geração do desenho
“Eu quando era criança acompanhava o desenho praticamente todos os dias. E gostei muito do filme. Acho que conseguiram resumir bem a história. É muito legal ver os atores interpretando os personagens com as características, os efeitos especiais... É intenso”, diz Patrícia.
Mais jovens
“O tipo de pessoa que Adam e Teela são vai gerar muita identificação entre os jovens. Eles podem se enxergar nesses personagens e acompanhar a forma como evoluem e aprendem um com o outro. Também acho que o humor do filme é algo muito acessível”, afirma Galitzine.
Crítica
O filme recebeu maioria de notas positivas no Rotten Tomatoes, site que reúne crítica especializada e do público. Um dos avaliadores disse na véspera do lançamento: “O longa triunfa ao fazer algo simples: contar uma aventura de fantasia emocionante com convicção, humor e coração”.
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