Ex-ginasta olímpico francês Gael da Silva morre aos 41 anos em acidente de trânsito

Ex-ginasta olímpico francês Gael da Silva morre aos 41 anos em acidente de trânsito

 

Fonte: Bandeira



O ex-ginasta olímpico francês Gaël Da Silva morreu aos 41 anos em um acidente de trânsito nesta terça-feira (26). Conhecido no meio esportivo pelo apelido de “Gaou”, ele deixa a esposa, Camille, e os três filhos do casal: Hugo, de 12 anos, Jules, de 9, e Lou, de 6 anos. A morte do atleta provocou comoção no mundo da ginástica artística na França.

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Nascido em Vaulx-en-Velin, em 1984, Da Silva construiu uma carreira marcada pela superação e pelo destaque internacional. Seu principal resultado veio no Campeonato Europeu de 2012, em Montpellier, quando conquistou a medalha de bronze no solo. No mesmo ano, integrou a delegação francesa nos Jogos Olímpicos de Londres, em que a equipe terminou na oitava colocação. Individualmente, ele ficou em décimo lugar nas classificatórias do solo, perto de avançar à final.

Antes disso, o ginasta já havia defendido a França no Campeonato Mundial de 2010, em Rotterdam, competição em que ajudou a seleção nacional a alcançar o quinto lugar. Segundo o jornal francês L’Équipe, Da Silva havia sido visto poucos dias antes de morrer durante o Campeonato Francês por Equipes, em Amiens.

Carreira marcada por recuperação após acidente

A trajetória de Da Silva também ficou marcada por um grave acidente de motocicleta sofrido em 2004, quando foi atingido por um carro e quase morreu. Na época, ele passou por várias cirurgias na perna direita e precisou reaprender a andar.

"Meu primeiro golpe de sorte foi ser derrubado por um bombeiro que conseguiu evitar que eu perdesse todo o meu sangue", relatou o atleta anos depois. "A segunda foi que minha mãe convenceu o cirurgião a operar normalmente, inserindo um pino no fêmur em vez de uma prótese".

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Durante a recuperação, Da Silva afirmou que a ginástica foi essencial para mantê-lo motivado. "Do meu leito hospitalar, vi a academia se distanciando, mas não queria parar por aí. Sem isso, não sei o que teria feito da minha vida".

Em poucos meses, ele saiu da cadeira de rodas para as muletas e voltou gradualmente aos treinamentos. A recuperação o levou novamente ao alto rendimento e à classificação para os Jogos Olímpicos. Embora uma ruptura do ligamento cruzado anterior tenha tirado dele a chance de competir em Pequim-2008, o ginasta conseguiu disputar a Olimpíada de Londres quatro anos depois.

Mais recentemente, Da Silva passava por um processo de requalificação profissional e trabalhava como representante técnico de vendas da empresa Gymnova. Seu filho Jules, de 9 anos, também seguia os passos do pai na ginástica.