Ex-executiva do Citigroup processa banco alegando ser vítima de assédio sexual
Uma ex-executiva da área de gestão de fortunas do Citigroup processou o banco alegando que foi vítima de assédio sexual por parte de um dos principais líderes da instituição, Andy Sieg, diretor de gestão de patrimônio. A notícia foi revelada pelo jornal britânico Financial Times.
Por US$ 1,79 bilhão: Gigante chinesa de artigos esportivos Anta Sports se tornará a maior acionista da Puma
Novidades: Nubank mudará modelo de trabalho remoto e quer funcionários três vezes por semana no presencial em 2027
Julia Carreon, que deixou o banco em 2024, entrou com uma ação na segunda-feira em um tribunal federal em Manhattan, afirmando que suportou meses de assédio sexual por parte de Sieg e acusando o banco de ter um departamento de recursos humanos “instrumentalizado”.
A denúncia diz que, com a ajuda do RH e da cultura "discriminatória" e de "assédio sexual" do Citi, Sieg manchou a reputação de Julia e a forçou a deixar a empresa.
Sede do Citigroup em Sydney, na Austrália
Bloomberg Finance LP
Banco nega
Trata-se da mais recente acusação contra Sieg relacionada ao seu comportamento. O Citigroup havia contratado anteriormente um escritório de advocacia para investigar denúncias feitas por funcionários atuais e antigos, que o acusaram de intimidação e de afastar colaboradores de forma injusta.
Mas o jornal britânico Financial Times informou que a investigação não entrevistou algumas das mulheres em cargos de liderança que haviam manifestado preocupação. A presidente-executiva, Jane Fraser, afirmou que ficou “confortável” com o resultado da apuração.
Master: PF ouve novos depoimentos; veja quem vai falar e o que está em jogo
Em novembro, a CEO do Citi deu a Sieg ainda mais responsabilidades ao colocar os negócios de varejo do Citigroup sob seu comando.
“Este processo não tem absolutamente nenhum mérito e vamos demonstrar isso por meio do processo legal”, disse o porta-voz do Citigroup, Mark Costiglio.
Até em Miami? Prédio de luxo tenta despejar o Banco Master após meses sem pagar aluguel de R$ 2,24 milhões
Carreon, que havia sido contratada para ajudar nas operações digitais, alegou que Sieg exibiu “conduta pública e sexualmente carregada” em relação a ela, observando que se tornou um boato generalizado dentro da empresa que os dois mantinham um caso. Segundo a petição, o rumor a deixou angustiada e sem conseguir dormir. Ela disse que foi forçada a deixar o banco em 2024.
