Ex-engenheiro da Nasa que teve acusações de agressão sexual arquivadas processa acusadores e autoridades em Houston

 

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Um ex-engenheiro da agência espacial norte-americana Nasa entrou com uma ação federal em Houston nesta semana contra quatro mulheres que o acusaram de agressão sexual, dois detetives da polícia local e a própria cidade, argumentando que as denúncias e a investigação policial “violaram seus direitos constitucionais” e “causaram danos pessoais e profissionais irreparáveis”.

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O processo, protocolado na Justiça Federal do Sul do Texas, surge após todas as acusações criminais de agressão sexual contra Eric Sim, 39 anos, terem sido descartadas pela promotoria em fevereiro de 2025, poucos dias antes do início do julgamento. Sim foi preso em 2024 sob múltiplas acusações relacionadas a supostos ataques a várias mulheres que teria conhecido por meio de aplicativos de relacionamento.

Segundo a queixa, Sim sustenta que as relações com as mulheres citadas no processo foram deturpadas e que as acusações foram motivadas por mal-entendidos ou ressentimentos depois que os relacionamentos terminaram. A ação acusa tanto os indivíduos quanto a polícia de conluio, fabricação de depoimentos e falhas na divulgação de evidências que poderiam exonerá-lo mais cedo.

Acusações e retirada das acusações

Em 2024, Sim foi alvo de sete acusações de agressão sexual que, segundo autoridades à época, envolviam encontros em que ele teria coagido ou violentado mulheres. A investigação teve repercussão significativa nos Estados Unidos.

No entanto, sob nova administração no escritório do promotor público em Harris County, os promotores concluíram que “a maioria das acusações não poderia ser provada além de uma dúvida razoável” e arquivaram os casos em fevereiro de 2025, quando o julgamento estava prestes a começar. Sim deixou a NASA depois das acusações e, desde então, diz ter enfrentado desafios para encontrar emprego.

Conteúdo do processo

No processo civil, Sim busca indenização por danos morais, danos econômicos — incluindo perda de oportunidades de carreira — e outros prejuízos decorrentes da investigação e das acusações. Sua defesa alega que policiais ignoraram contradições nos depoimentos e retiveram evidências digitais que poderiam reforçar a versão de que as relações foram consensuais.

Os advogados também sustentam que mensagens de texto e gravações disponíveis nos aparelhos de Sim mostram relatos positivos das parceiras no dia seguinte às relações, o que, segundo a defesa, aponta para consentimento.

Até agora, a Cidade de Houston e o Departamento de Polícia não emitiram respostas formais às acusações, e os advogados das mulheres acusadas também não comentaram publicamente a ação.