O Departamento de Justiça dos EUA está tentando processar pela terceira vez o ex-diretor do FBI James Comey — no caso mais recente por, supostamente, ter tentado compartilhar informação de segurança nacional em 2016, de acordo com documentos oficiais tornados públicos nesta segunda-feira.
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O caso foi revelado em um documento jurídico conhecido como “informação criminal” protocolado pelo Departamento de Justiça antes do prazo final, de 10 anos, para expiração da denúncia. No documento protocolado em corte federal de Washington, Comey é acusado de transmitir e de ter também conspirado para a transmissão de informação classificada, de segurança nacional, a repórter do jornal The New York Times em outubro de 2016.
Sem se alongar, Comey disse em vídeo no Instagram que “eles estão de volta, de novo”, referindo-se ao Departamento de Justiça. “Continuo inocente”, acrescentou.
Os advogados de Comey já solicitaram ao juiz que o caso seja desconsiderado por não atender à norma jurídica, na medida em que eventual indiciamento do ex-diretor do FBI, conforme o estatuto, dependeria de uma decisão colegiada, de júri, para que ele seja levado a julgamento. O Departamento de Justiça já havia tentado processar Comey em outras duas ocasiões, por supostamente ter mentido ao Congresso sobre vazamento de informações à imprensa e pelo que seriam ameaças ao presidente Donald Trump em uma postagem em rede social.
O caso relacionado ao Congresso foi desconsiderado e o das ameaças ainda está pendente de deliberação do juiz. Trump demitiu Comey da direção do FBI em 2017 durante o primeiro mandato do republicano na Casa Branca.
O rompimento ocorreu quando Comey supervisionava uma investigação sobre possíveis laços entre a campanha eleitoral de Trump em 2016 e a Rússia. Trump responsabiliza Comey por uma investigação que teria consumido boa parte de seu primeiro mandato, enquanto o ex-diretor do FBI afirma que o republicano é inapropriado para a Presidência e que os casos que são movidos contra si são uma operação de vingança feita em nome e no interesse de Trump.
Valor