Ex-candidata à Presidência do Equador Luisa González é presa

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

A ex-candidata à Presidência do Equador Luísa González, ligada ao partido de esquerda Revolução Cidadã, foi presa nesta quinta-feira, anunciaram fontes policiais. Pupila do ex-presidente Rafael Correa, que governou o país por 10 anos, González foi derrotada por duas vezes em segundo turno pelo atual presidente, Daniel Noboa, em 2023 e 2025, e era investigada desde janeiro por um suposto esquema de financiamento irregular de sua primeira campanha presidencial. O motivo da prisão não foi imediatamente divulgado pela polícia. A prisão da líder esquerdista foi confirmada pela polícia em uma mensagem em um canal oficial no WhatsApp. Em uma publicação em separado, na rede social X, a Procuradoria-Geral do Equador se referiu a uma operação para cumprimento de mandados de prisão contra três pessoas nos municípios de Pichincha e Manabí, em uma investigação por suposta participação em um crime de lavagem de dinheiro.

A publicação da Procuradoria não cita González nominalmente, mas foi compartilhada por Correa em uma série de postagens em que criticou a ação. Pouco antes das 7h, o ex-presidente escreveu: "Prenderam Luisa González. JÁ BASTAAA!!!!". Por volta das 10h, ele compartilhou a publicação do órgão oficial que citava a operação de lavagem de dinheiro, criticando as autoridades. "Já não resta ninguém decente no sistema de Justiça? Tudo está podre assim?", escreveu na publicação, acompanhada de uma imagem onde é possível ler a legenda: "Medalha de ouro em corrupção. Justiça do Equador está nas piores colocações a nível mundial".

Quem é Luisa González? Herdeira política de Correa — atualmente um asilado político na Bélgica, de onde rejeita uma condenação por suborno no Equador — , González se tornou a principal liderança da esquerda equatoriana em condições de disputa. Advogada, evangélica e mestre em administração e economia, ela foi o principal nome do partido nos últimos anos. Em janeiro, o Ministério Público do Equador informou que a política estava sendo investigada por um suposto financiamento irregular à sua campanha presidencial, proveniente da Venezuela. À época, o Ministério Público disse presumir que havia entrado "dinheiro ilícito (em espécie) da Venezuela para financiar a campanha presidencial de 2023". A residência de González chegou a ser revistada, e uma foto dela de pijama e com o rosto borrado chegou a ser publicada pela promotoria nas redes sociais.

*Matéria em atualização

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