Ex-BBB Marciele revela período de dificuldades financeiras: 'Passava o dia sem nada no estômago'
Cria de uma comunidade do interior de Juruti, no Pará, Marciele Albuquerque, do 'BBB 26', viveu dificuldades em sua infância e adolescência. Filha de uma empregada doméstica e um pescador — a família também trabalha na produção de farinha —, a dançarina já vendeu galinha, cheiro-verde, cosméticos... Tudo para ajudar no sustento da casa.
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— A produção de farinha é uma atividade que vem sendo passada de geração em geração. Eu nunca quis continuar nesse universo porque é um trabalho muito sofrido, muito braçal. Ele nos rouba anos de vida, mas não tínhamos escolha. E embora meus pais sempre tenham falado da importância da educação, quando fui para Manaus (AM) na cara e na coragem, nem avisei aos dois. Eles não iam apoiar, por conta de superproteção — detalha a artista, que foi morar com a tia na capital amazonense aos 16 anos.
Em Manaus, Marciele, muitas vezes, teve que escolher entre matar a fome ou estudar.
— Eu só tinha dinheiro para pagar a passagem do ônibus. Tinha que escolher entre comer ou ir para a faculdade. Passava o dia inteiro sem nada no estômago. A minha primeira e última alimentação era meu café da manhã. Ainda assim, eu aguentava. Era só água no restante do dia. Foi bem complicado. Tinham alguns amigos que dividiam o lanche deles comigo. Aí eu dizia que, quando tivesse dinheiro, iria comer o que eu quisesse e quantas vezes quisesse. Essa ideia ficou enraizada em mim. Já tentei tratar na terapia. Tenho essa preocupação de não ter o que comer no outro dia, sabe? — desabafa.
No 'BBB 26', Marciele chamou atenção por comer muito
Marciele Albuquerque
Márcio Farias
No “BBB 26”, Marciele chamou atenção dos brothers, principalmente dos aliados, por sempre comer muito.
— Como comia bem pouquinho na época em que fui para Manaus, isso me gerou alguns gatilhos. E só fui ter noção dentro da casa (do “BBB”). Eu já como muito naturalmente, mas eu não sabia lidar com o controle. No vip, você pode comer tudo o que quer. Do nada, você tem que ser extremamente controlado (na xepa). Às vezes, eu dormia até tarde pra não sentir fome, pra acordar já para o almoço. A ansiedade também me fazia descontar na comida. Em alguns momentos já estava satisfeita e, ainda assim, eu continuava comendo porque eu não conseguia parar — avalia.
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