Ex-atleta alemã diz que sexo na Vila Olímpica é 'natural' e fala sobre preservativos esgotados nos Jogos de Inverno: 'Milhares de jovens atraentes'

 

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A ex-saltadora em distância Suzana Titke, que foi apontada nos anos 1990 como uma das atletas mais bonitas do circuito internacional, afirmou que as relações sexuais durante os Jogos Olímpicos são um fenômeno “completamente natural” dentro do contexto da Vila Olímpica.

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Aos 57 anos, Titke explicou que o ambiente reúne fatores emocionais e físicos que favorecem a aproximação entre atletas. Segundo ela, os competidores chegam ao evento após anos de disciplina intensa e sob enorme pressão. Ao término das provas, experimentam uma descarga emocional significativa, somada a altos níveis de adrenalina e hormônios ativados pela competição.

— Imagine preparar-se durante quatro anos para duas semanas nos Jogos Olímpicos. Após a prova, seja qual for o resultado, há um enorme alívio e o desejo de partilhar esse sentimento com alguém. Agora imagine estar na Vila Olímpica com milhares de jovens atraentes. A resposta é óbvia — declarou.

Titke foi quinta colocada no salto em distância nos Jogos de Jogos Olímpicos de Sydney 2000 e terminou em oitavo lugar em Jogos Olímpicos de Barcelona 1992.

As declarações da ex-atleta ganharam repercussão após relatos de que os preservativos gratuitos disponibilizados na Vila Olímpica dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026 teriam acabado apenas três dias depois do início da competição.

Segundo o jornal italiano La Stampa, os estoques foram consumidos rapidamente, obrigando os organizadores a providenciar reposição. Uma fonte anônima afirmou ao veículo que “os estoques se esgotaram em apenas três dias” e que a promessa era de envio de novas unidades, sem prazo definido.

A tradição de distribuir preservativos nas Vilas Olímpicas remonta aos Jogos Olímpicos de Seul 1988, quando a iniciativa foi adotada para ampliar a conscientização sobre doenças sexualmente transmissíveis.

De acordo com o The Guardian, o número disponibilizado nos Jogos de Inverno foi inferior ao registrado nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, quando cerca de 300 mil unidades foram distribuídas — uma média de dois preservativos por atleta por dia. Em Milão-Cortina, o total teria ficado abaixo de 10 mil unidades, para um universo de pouco menos de 3 mil competidores. Em Paris, participaram aproximadamente 10.500 atletas.

'Não há motivo para vergonha'

O governador da Lombardia, Attilio Fontana, pediu que o tema não fosse tratado como tabu.

— Sim, fornecemos preservativos gratuitos aos atletas na Vila Olímpica. Se isso parece estranho para alguns, é porque não estão familiarizados com a prática olímpica estabelecida — afirmou nas redes sociais.

Fontana compartilhou ainda um vídeo da patinadora espanhola Olivia Smart, que mostrou preservativos com o logotipo amarelo da região da Lombardia. O conteúdo viralizou no TikTok.