'Evitando conclusões precipitadas': após reclamações sobre Sambódromo, prefeitura reúne presidentes das ligas do carnaval

 

Fonte:


O carnaval do Rio viveu dias de polêmica envolvendo as duas ligas que desfilam na Marquês de Sapucaí: a LigaRJ (Série Ouro) e a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), à frente do Grupo Especial. A representante das escolas do grupo de acesso reclamava sobre a forma como o credenciamento é feito atualmente, assim como sobre a gestão do Sambódromo. Agora, a Riotur — órgão da prefeitura — interviu e realizou um encontro entre os presidentes das entidades.

Nesta terça-feira, Gabriel David, Hugo Júnior e Bernardo Fellows, presidentes de Liesa, LigaRJ e Riotur, respectivamente, posaram juntos para uma foto. Segundo nota divulgado pela prefeitura do Rio, as "manifestações recentes foram devidamente esclarecidas", com as duas ligas se comprometendo a "manter sua comunicação institucional em constante desenvolvimento, evitando conclusões precipitadas".

"Tanto Liesa, quanto LigaRJ manifestaram disposição em esclarecer os pontos levantados e debater, agora e após o carnaval, pontos de interesse conjunto, sempre buscando o desenvolvimento do maior espetáculo da Terra", disse a Riotur. O encontro definiu que parte das credenciais de representantes da Série Ouro também valerão nos dias do Grupo Especial, algo que era requisitado.

Na semana passada, a LigaRJ divulgou uma nota conjunta com as 15 escolas de samba que integram a Série Ouro. Na sexta-feira, foi emitida uma nova nota oficial, desta vez reclamando que uma reunião marcada na Riotur não pôde acontecer "em razão da ausência de representantes da outra liga convidada". Já nesta semana, a Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) recebeu uma denúncia da direção da LigaRJ sobre a situação.

Durante os ensaios técnicos no último fim de semana, o tema também foi lembrado nos microfones da Sapucaí. No domingo, por exemplo, Fábio Montibelo, presidente de honra da Porto da Pedra, integrante da Série Ouro, chegou a falar em acionar a Justiça para questionar o modelo atual.