Eventos da Universal enchem Itaquerão, Pacaembu e outros estádios do país na Sexta-feira Santa

 

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A Igreja Universal está promovendo eventos em diversas capitais do país em celebração da Sexta-feira Santa. Somente em São Paulo, são dois eventos concomitantes em dois estádios de futebol: um no Mercado Livre Arena Pacaembu, na Zona Oeste, e o outro na Neoquímica Arena, o estádio do Corinthians na Zona Leste. No Rio, fiéis lotam o Maracanã. Na Bahia, é a Arena Fonte Nova que recebe o evento, enquanto no Distrito Federal a cerimônia ocorre na Arena BRB Mané Garrincha.

No fim da manhã desta sexta (3), imagens mostravam os dois estádios em São Paulo lotados. Na Em Itaquera, os fiéis ocupam as arquibancadas, enquanto no Pacaembu parte do gramado também foi destinado para o público.

Chamado de “Família ao Pé da Cruz”, o evento já havia sido realizado no ano passado, também nas vésperas da Páscoa, e dura o dia inteiro, com orações, pregações e apresentações musicais. Apesar de não ter oficialmente conotação política, alguns representantes do poder público e pré-candidatos nas eleições de 2026 marcam presença na celebração.

No Rio, o pré-candidato ao governo do Rio Douglas Ruas (PL) compareceu ao Maracanã. Em São Paulo, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) foi até a Neoquímica Arena, ao lado do presidente nacional do Republicanos, o deputado federal Marcos Pereira, e do vereador Sansão Pereira (Republicanos). Em Brasília, a governadora Celina Leão (PP), que deve concorrer à reeleição, também marca presença no “Família ao Pé da Cruz” no Mané Garrincha. Os políticos não discursaram e as cerimônias são tocadas por bispos da Universal.

O bispo Renato Cardoso, genro de Edir Macedo, fundador da Universal, gravou vídeos para as redes sociais nas últimas semanas dando indiretas para o governo Lula (PT) ao promover o evento.

Cardoso chamou o ato de "a maior lata de conservas da família", fazendo referência a ala "Família em Conserva" do desfile da Acadêmicos de Niterói, escola de samba que homenageou Lula na Sapucaí fazendo sátira com símbolos conservadores. Segundo pesquisa Quaest divulgada em março, 61% dos evangélicos desaprovam o governo Lula contra 33% que aprovam.