'Euphoria' e Sydney Sweeney voltam ao centro da controvérsia com fãs criticando 'cenas de sexo degradantes' e 'discurso sexista'
A nova temporada de "Euphoria" voltou a ser alvo de controvérsia. A série, criada por Sam Levinson e conhecida desde a estreia pelas cenas provocativas e retrato extremo da adolescência contemporânea, gerou forte repercussão nas redes sociais após a exibição de um dos episódios mais polêmicos de toda a temporada. Sydney Sweeney, que interpreta Cassie Howard, foi novamente o centro das críticas.
O episódio exibido no domingo mostrou Cassie passando por uma nova fase marcada pela hipersexualização e uma busca desesperada por validação. A personagem cria uma conta no OnlyFans e começa a produzir conteúdo para seus assinantes, em uma trama que rapidamente se tornou um dos assuntos mais comentados no X e em outras plataformas de mídia social.
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Em diversas cenas do episódio, Cassie aparece transmitindo vídeos para seus seguidores, usando um body decotado enquanto pula corda e participa de situações cada vez mais extremas e humilhantes. A série mostra a personagem usando brinquedos sexuais, enviando roupas íntimas usadas para seus assinantes e gravando vídeos sugestivos a pedido de usuários da plataforma.
O momento que gerou indignação entre muitos espectadores foi quando um dos assinantes ofereceu a ela US$ 700 para realizar um ato degradante. Nesse ponto, a trama levou Cassie ao seu limite emocional e psicológico, revelando até que ponto ela estava disposta a se expor para manter sua crescente fama online e a atenção masculina.
As reações nas redes sociais se multiplicaram rapidamente. Muitos usuários questionaram se a série estava exagerando na provocação e acusaram os roteiristas de usar a sexualidade da personagem apenas para chocar.
"Euphoria foi longe demais, com suas cenas de sexo degradantes e retórica sexista", escreveu um usuário no X. Outro comentou: "A hipersexualidade da Cassie está arruinando a série para mim". Houve também quem apontasse que o programa parece cada vez mais interessado em gerar controvérsia do que em desenvolver uma narrativa sólida em torno de seus personagens.
No entanto, o episódio gerou debate não apenas pelas cenas de sexo, mas também pelo conteúdo político que passou a cercar a personagem interpretada por Sweeney. No episódio, Cassie embarca em uma turnê midiática após viralizar graças ao seu conteúdo adulto e aparece como convidada em um programa online apresentado por Trisha Paytas.
Durante essa entrevista fictícia, Cassie faz declarações que rapidamente inflamaram as redes sociais. "Se um homem hoje dissesse que quer uma namorada que saiba cozinhar ou limpar, seria como se ele estivesse proferindo um insulto racial", afirma a personagem. Então, quando alguém fora das câmeras lhe diz que ela "soa como uma democrata", Cassie responde com um insulto depreciativo e continua desenvolvendo um discurso sobre o suposto lugar dos homens na sociedade atual.
“Sinto que os homens americanos são tratados como cidadãos de segunda classe”, diz ela em outra cena. “Os homens costumavam ser caçadores, coletores e protetores. Agora são obrigados a andar na ponta dos pés. Não é natural”, acrescenta.
Essas falas deram início a uma nova onda de discussões, com muitos espectadores especulando que as opiniões da personagem refletiam, na verdade, os pontos de vista pessoais de Sydney Sweeney. A atriz já havia estado no centro de controvérsias políticas em anos anteriores, principalmente após uma campanha publicitária da American Eagle e imagens da festa de aniversário de sua mãe com uma estética ligada ao movimento MAGA, associado ao ex-presidente Donald Trump.
Nas redes sociais, alguns usuários afirmaram que Sweeney “não estava mais atuando” e que a personagem parecia uma extensão de debates culturais reais nos Estados Unidos. “Sydney Sweeney voltou a irritar a esquerda”, escreveu um usuário no X. Outro comentou: “Sinto falta dos tempos em que os atores apenas atuavam”. Houve até quem questionasse diretamente se as opiniões da personagem coincidiam com as da atriz.
Por outro lado, uma parcela significativa do público saiu em defesa tanto da atriz quanto da série. Muitos apontaram que Cassie Howard é uma personagem fictícia e que seu diálogo faz parte de uma estrutura dramática criada justamente para provocar desconforto e gerar debate.
“Agora as pessoas estão se irritando com as opiniões políticas de personagens fictícias?”, escreveu um usuário. Outro acrescentou: “Os espectadores parecem esquecer que isso é uma série de TV e não um discurso real de Sydney Sweeney”.
A controvérsia reacende um dos principais debates em torno de "Euphoria" desde sua estreia: a linha tênue entre provocação artística e sensacionalismo gratuito. A produção da HBO sempre se caracterizou por abordar temas extremos relacionados à sexualidade, drogas, violência e saúde mental na adolescência, mas cada nova temporada parece intensificar ainda mais suas cenas.
Para alguns críticos, a série funciona como um raio-X desconfortável, porém eficaz, de uma geração marcada pelas redes sociais, pela exposição constante e pela necessidade de validação digital. Para outros, no entanto, a série ultrapassa deliberadamente certos limites para se manter relevante e gerar discussões online.
No caso de Cassie Howard, a personagem já havia demonstrado uma forte dependência emocional e uma constante necessidade de aprovação masculina em temporadas anteriores. Seu novo papel como criadora de conteúdo adulto parece levar essas inseguranças a um extremo ainda mais sombrio e autodestrutivo.
Enquanto isso, a discussão em torno de Sweeney continua a crescer. Tendo se tornado uma das jovens atrizes mais populares de Hollywood, cada um de seus projetos acaba acompanhado de debates culturais e políticos que extrapolam em muito o âmbito da ficção. E, mais uma vez, "Euphoria" prova que continua sendo uma das séries mais controversas e comentadas da televisão atualmente.
