Euforia total: Torcedores dos Knicks escalam postes e mergulham no asfalto de Nova York após time se classificar para final da NBA; vídeos
A torcida do New York Knicks transformou as ruas de Nova York em cenário de festa na noite de segunda-feira, depois que a franquia garantiu sua primeira vaga nas finais da NBA desde 1999. A classificação veio com uma vitória contundente por 130 a 93 sobre o Cleveland Cavaliers, resultado que fechou a série da final da Conferência Leste em 4 a 0.
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Jalen Brunson, Karl-Anthony Towns e companhia dominaram o Cleveland desde o primeiro quarto e não deram chances de reação. Do lado de fora do Madison Square Garden, a comemoração começou antes mesmo do apito final e rapidamente se espalhou por cruzamentos de Manhattan, com bares lotados nos arredores da arena e outros pontos tradicionais da cidade. Imagens da festa divulgadas nas redes sociais movimentaram a torcida da equipe pelo mundo. "Ainda sonho em viver essa euforia total pessoalmente", escreveu um fã do time no X.
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Vídeos publicados nas redes sociais mostraram torcedores carregando vassouras pelas ruas, em referência à “varrida” sobre os Cavaliers, subindo em semáforos e sendo orientados a descer por policiais de Nova York. Nos arredores do Madison Square Garden, fãs também entoaram gritos de “Queremos Wemby”, em referência a Victor Wembanyama, astro do San Antonio Spurs e possível adversário na decisão.
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A festa alcançou até o Radio City Music Hall, onde cânticos em apoio aos Knicks foram ouvidos durante a noite. A cena resumiu a euforia de uma torcida que esperou mais de duas décadas para voltar a viver uma campanha de final da NBA.
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Por 25 anos, os Knicks foram tratados como uma das grandes vitrines da liga, mas raramente como uma ameaça real ao título. O Madison Square Garden continuou lotado, celebridades seguiram ocupando os lugares à beira da quadra, e a base de fãs nunca desapareceu. Ainda assim, a equipe passou boa parte do período sustentada mais pela história do que por resultados recentes.
Miles McBride (esquerda) e Karl Anthony-Towns (direita), celebram vitória dos Knicks na conferência oeste da NBA
Reprodução: AFP
Torcedores que cresceram a partir dos anos 1990 se acostumaram a ouvir mais sobre Patrick Ewing, John Starks e as batalhas de playoffs contra o Chicago Bulls de Michael Jordan, o Indiana Pacers de Reggie Miller e o Miami Heat de Pat Riley do que a comemorar campanhas profundas de sua própria geração.
Depois vieram anos de frustrações, expectativas não cumpridas e ciclos encerrados antes do esperado. Houve a fase de Stephon Marbury, os anos sob Isiah Thomas e a janela liderada por Carmelo Anthony, mas os Knicks não conseguiram romper a barreira que os separava de uma final.
A virada recente passa por Jalen Brunson, que mudou a identidade da franquia e deu a Nova York o definidor que a equipe procurava havia anos. Karl-Anthony Towns abriu defesas durante toda a pós-temporada, enquanto Mikal Bridges, Josh Hart e OG Anunoby ajudaram a transformar os Knicks em um dos times mais fortes da liga nos dois lados da quadra.
A reconstrução, porém, não foi imediata. Após a derrota para o Indiana Pacers em seis jogos nos playoffs de 2025, o presidente Leon Rose bancou uma decisão controversa: encerrou o ciclo de Tom Thibodeau e contratou Mike Brown. O movimento foi visto por muitos como arriscado. Na prática, Brown levou o time a um novo patamar e transformou os Knicks em candidatos reais ao título.
Nesta campanha, Nova York sobreviveu a uma série dura contra o Atlanta Hawks na primeira rodada, quando chegou a ficar atrás por 2 a 1, passou pelo Philadelphia 76ers e atropelou Cleveland na final do Leste.
Agora, os Knicks aguardam a definição do adversário nas finais, que pode ser o atual campeão Oklahoma City Thunder ou o San Antonio Spurs de Victor Wembanyama. Pela forma como jogam — e pela reação explosiva de sua torcida —, Nova York já se apresenta como uma das grandes histórias da decisão da NBA.
