EUA vão investir US$ 2 bi em empresas de computação quântica em troca de participação acionária, diz jornal
O governo Trump planeja investir em nove empresas de computação quântica um valor de US$ 2 bilhões em subsídios governamentais, em troca de participações acionárias de cada uma delas. A informação foi divulgada pelo jornal Wall Street Journal.
Do total do investimento, US$ 1 bilhão será destinado à IBM, se tornando a principal beneficiária do pacote, segundo o veículo.
A GlobalFoundries, fabricante de chips, receberá US$ 375 milhões. A D-Wave Quantum, a Rigetti Computing e a Infleqtion devem receber US$ 100 milhões cada, ente outras. Os acordos ainda precisam ser formalizados.
A IBM confirmou uma carta de intenções com o Departamento de Comércio para construir o que a empresa chama de primeira fábrica de chips quânticos dos Estados Unidos. Uma nova entidade independente chamada Anderon, com sede em Albany, Nova York, será o veículo para o projeto, disse a IBM, que a descreveu como uma fábrica de wafers quânticos de 300 milímetros construída para atender a uma ampla gama de clientes industriais.
A IBM afirmou que contribuirá com US$ 1 bilhão de seus próprios recursos para a Anderon, igualando a verba governamental, além de propriedade intelectual, ativos e pessoal.
O presidente e CEO da IBM, Arvind Krishna, afirmou em comunicado que a Anderson 'estará bem posicionada para impulsionar o setor de tecnologia quântica, que está em rápido crescimento nos Estados Unidos'.
Segundo o The Wall Street Journal, cada uma das nove empresas concederá ao governo federal uma participação minoritária, embora o Departamento de Comércio não tenha especificado o tamanho ou a estrutura dessas participações.
Esses acordos de grande porte se somam a um padrão mais amplo em que o governo tem negociado participação acionária juntamente com financiamento em setores que considera estrategicamente importantes. Exemplos anteriores incluem uma participação de quase 10% na Intel e propriedade parcial nas empresas de terras raras MP Materials e Vulcan Elements.
Inteligência dos EUA investiga como Cuba poderia reagir a ação militar americana, diz TV
Bandeiras de Cuba e dos Estados Unidos.
AFP
A rede de TV americana CBS News revelou que a inteligência dos Estados Unidos está analisando como Cuba reagiria a uma ação militar americana. Analistas começaram a observar isso a partir do rastreio de um petroleiro russo com destino a ilha.
Os analistas iriam mostrar para autoridades do governo americano não apenas as consequências, mas também o que poderia acontecer a seguir.
Os planejadores militares dos EUA frequentemente incorporam essa análise ao desenvolver opções para o presidente considerar.
Questionado por repórteres na quarta-feira (20) se haveria uma escalada de tensões em Cuba após a acusação formal dos EUA contra o ex-líder cubano Raúl Castro,Trump respondeu que 'não' e que não achava ser necessário'.
A notícia surge em um momento de aumento de tensões entre Washington e Havana. Desde o início de 2026, foram diversas sanções anunciadas pelo governo Trump, que culminaram em um indiciamento do ex-presidente cubano, Raúl Castro.
O site Axios afirmou que Havana havia obtido mais de 300 drones militares e discutido planos para usá-los em um ataque à base militar americana de Guantánamo, caso as hostilidades com os EUA se intensifiquem.
Após o Departamento de Justiça dos Estados Unidos indiciar o ex-presidente de Cuba Raúl Castro, o regime cubano classificou a acusação como uma 'acusação vil', rejeitando 'nos termos mais veementes' e chamando de um ato 'desprezível e infame de provocação política'.
Havana enfatizou que a acusação 'se baseia na manipulação desonesta do incidente', reiterando sua alegação de que a queda da aeronave sob o qual Raúl é acusado ocorreu 'sobre o espaço aéreo cubano'.
No entanto, Havana reiterou que 'a resposta de Cuba à violação de seu espaço aéreo constituiu um ato de legítima defesa , protegido pela Carta das Nações Unidas, pela Convenção de Chicago sobre Aviação Civil Internacional de 1944 e pelos princípios da soberania aérea e da proporcionalidade'.
'É de puro cinismo que essa acusação esteja sendo feita pelo mesmo governo que assassinou quase 200 pessoas e destruiu 57 embarcações em águas internacionais do Caribe e do Pacífico', acrescentou o comunicado, destacando que a 'acusação espúria' contra Castro 'faz parte das tentativas desesperadas de elementos anticubanos de construir uma narrativa fraudulenta para justificar a punição coletiva e impiedosa contra o nobre povo cubano'.
Além disso, o atual presidente cubano Miguel Díaz-Canel afirmou que a acusação 'apenas demonstra a arrogância e a frustração que a firmeza da Revolução Cubana e a unidade e força moral de sua liderança provocam nos representantes do império'.
Ele reiterou que a acusação contra Castro 'busca reforçar o caso que estão fabricando para justificar a insensatez de uma agressão militar contra Cuba'.
O presidente afirmou que 'a estatura ética e o espírito humanista de seu trabalho refutam quaisquer acusações caluniosas feitas contra o General do Exército Raúl Castro'. Ele ainda descreveu as acusações como uma 'tentativa ridícula de diminuir sua estatura heroica'.
Ex-presidente de Cuba, Raúl Castro.
ADALBERTO ROQUE / AFP
