EUA vão implantar no Oriente Médio míssil hipersônico ainda não usado capaz de atingir Irã, diz agência
Os Estados Unidos estão prestes a implantar um supermíssil capaz de atingir o Irã. A agência de notícias Bloomberg informa que o Comando Central dos EUA solicitou autorização para implantar o míssil hipersônico de longo alcance 'Dark Eagle' na região, capaz de atingir alvos iranianos com precisão.
Este seria o primeiro uso operacional do sistema, que ainda não foi declarado totalmente operacional pelo governo dos EUA.
Cada míssil custa aproximadamente US$ 15 milhões e pode atingir alvos a milhares de quilômetros de distância a velocidades superiores a Mach 5. Mas, devido aos custos, atrasos e dúvidas sobre sua real eficácia, ele corre o risco de se tornar mais uma arma simbólica do que decisiva.
O 'Dark Eagle' é um dos programas militares mais ambiciosos dos Estados Unidos: projetado para atingir rapidamente alvos estratégicos fortemente defendidos, como radares, baterias de mísseis, centros de comando e sistemas de defesa aérea, ele não é apenas muito rápido, mas também difícil de interceptar.
EUA destruíram usinas do Irã anteriormente e atual guerra é por 'ambições nucleares', diz secretário
Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, em audiência na Câmara sobre a guerra no Irã.
SAUL LOEB / AFP
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, foi questionado em uma audiência na Câmara sobre suas afirmações do motivo do início da guerra contra o Irã. Isso porque, em uma fala anterior, Pete comentou que as instalações nucleares iranianas foram destruídas no ataque dos EUA em 2025.
Dessa forma, o deputado democrata Adam Smith questionou os motivos do atual conflito.
'Tivemos que começar esta guerra, como você mesmo disse há 60 dias, porque a arma nuclear representava uma ameaça iminente. Agora você está dizendo que ela foi completamente destruída?', questionou.
Hegseth respondeu dizendo que o Irã 'não havia abandonado suas ambições nucleares' e ainda possuía milhares de mísseis.
Então, Smith completou e disse que a guerra 'nos deixou exatamente no mesmo lugar em que estávamos antes'.
Hegseth disse que o objetivo de Washington é pressionar Teerã a aceitar um novo acordo nuclear, afirmando que os Estados Unidos precisam 'levá-los ao ponto em que estejam sentados à mesa de negociações e não desistam do acordo'.
Em meio a isso, o principal responsável pelas finanças do Pentágono declarou a parlamentares, nesta quarta-feira (29), que os militares dos EUA gastaram aproximadamente US$ 25 bilhões na guerra contra o Irã desde seu início, no final de fevereiro.
A maior parte desses gastos é com munições, mas uma parte se destina à manutenção e substituição de equipamentos, disse Jules Hurst ao Comitê de Serviços Armados da Câmara dos Representantes.
