EUA vão impedir o Irã de construir armas nucleares 'de um jeito ou de ouro', diz secretário americano

 

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Os Estados Unidos impedirão o Irã de adquirir armas nucleares 'de um jeito ou de outro'. A afirmação é do secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, nesta quarta-feira (18), à margem de uma cúpula em Paris.

Os iranianos 'foram muito claros sobre o que farão com as armas nucleares. Isso é totalmente inaceitável', disse ele em uma reunião ministerial da Agência Internacional de Energia (AIE) em Paris.

A afirmação ocorre em meio a negociações de paz entre os dois países, mas com um aumento das tensões. Do lado iraniano, o fechamento temporário do Estreito de Ormuz e exercícios militares com a Rússia e a China.

Já do lado americano, o deslocamento ao longo do último dia mais de 50 caças para o Oriente Médio em meio às negociações para um acordo nuclear com o Irã. Entre as principais aeronaves estão caças F-35, F-22 e F-16. Também estão presentes aviões de reabastecimento.

As informações foram descobertas pela imprensa americana através de dados de rastreamento de voos. Eles estão a caminho de bases americanas na região, gerando uma maior pressão para o governo iraniano.

Unidades dos EUA que iriam sair da área nas próximas semanas, prorrogaram a estadia a espera de uma incursão militar.

Algumas das aeronaves americanas já tinham sido usadas na operação contra o Irã durante a guerra com Israel, em junho de 2025. Na ocasião, a tropa americana atacou instalações nucleares do país persa.

Irã anuncia fechamento parcial do Estreito de Ormuz para a realização de exercícios militares

Estreito de Ormuz.

Reprodução

O Irã anunciou o fechamento parcial do Estreito de Ormuz para a realização de exercícios militares na região. O trecho é uma das mais importantes rotas marítimas de transporte de petróleo e gás do mundo. A medida, comunicada na TV estatal iraniana, ocorre em meio às negociações com os Estados Unidos, em Genebra, sobre o programa nuclear do país.

O governo de Donald Trump exige que um acordo seja firmado para encerrar o enriquecimento de urânio e a produção de armas nucleares pelo regime do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei. Em troca, o Republicano colocaria fim às sanções à economia iraniana, que enfrenta uma forte crise. Diversos protestos ocorreram no país, nas últimas semanas, por causa da desvalorização da moeda local. No período de um ano, o preço dos alimentos registrou um aumento médio de 72%

Mais cedo, após o fim da segunda rodada de negociações, o ministro das Relações Exteriores do regime Teerã declarou que as conversas com os representantes do governo norte-americano foram construtivas. Ele disse que foram acordadas as "linhas gerais" para um pacto. As autoridades iranianas, no entanto, informaram que ainda não há uma data para continuar o diálogo.

Enquanto isso, ambos os países aumentaram a presença militar no Estreito de Ormuz. Os EUA anunciaram o envio do porta-aviões USS Gerald Ford, o maior da Marinha americana, em meio às especulações de um possível ataque ao Irã caso as negociações não resultem em um compromisso.

Antes do anúncio do fechamento da região, Khamenei advertiu que as tentativas dos EUA de derrubarem o governo vão fracassar. Ele também afirmou que o país vai sofrer consequências caso decidam atacar a nação persa.

Até o momento, o governo Trump não se pronunciou sobre a percepção das negociações.